A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Os jardins, as esculturas e as duas salas com pintura decorativa do antigo Paço Real de Caxias

Arquitectura Civil / Paço

Designação
Designação Atual
Os jardins, as esculturas e as duas salas com pintura decorativa do antigo Paço Real de Caxias
Outras Designações
Antiga Quinta Real de Caxias / Paço Real de Caxias (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Paço
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Construído em meados do século XVIII, por vontade do Infante D. Francisco (filho de D. Pedro II), o Paço Real de Caxias destaca-se pelos jardins geométricos, de influência francesa (os denominados jardins à Le Nôtre), onde a cascata introduz o gosto pela imitação da natureza, próprio da segunda metade de Setecentos. De facto, a família real e a corte preferiram o espaço ao ar livre, de forte efeito cenográfico e de grande impacto visual, que foi palco de jogos, teatros e bailados, relegando a Casa para segundo plano (LEITE, 1989, p. 114).
As obras da Quinta arrastaram-se por todo o século XVIII, e a morte de D. Francisco, em 1742, pouco contribuiu para o rápido andamento dos trabalhos. Na realidade, o espaço foi concluído apenas pelo futuro rei D. Pedro V, que aí se deslocava com alguma assiduidade.
Mais tarde (1908), D. Manuel dividiu a propriedade, transferindo a Quinta para a posse do Reformatório Central de Lisboa Padre António Oliveira, estabelecido no convento da Cartuxa. A adaptação às suas novas funções obrigou a uma significativa modificação de toda esta área, nomeadamente ao nível das alamedas, da sua composição geométrica, dos pomares, dos tanques, e mesmo do recinto para o Jogo da Péla. Por sua vez, a Casa e o jardim foram entregues ao Ministério da Justiça, onde permaneceu até 1986, data em que a Câmara Municipal de Oeiras se comprometeu, através de um protocolo, a recuperá-la. Nesta medida, os jardins que hoje conhecemos são o resultado desta intervenção, que procurou recuperar os sistemas originais de distribuição de água e a vegetação, maioritariamente constituída por composições em buxo.
Do Paço destaca-se, para além dos interiores com tectos pintados, a fachada de azulejos azuis e brancos, cujo desenho denota um gosto próprio do período pombalino.
Nos jardins, os canteiros de buxo formam desenhos geométricos, que definem uma série de alamedas, e onde as esculturas contribuem para a criação de um espaço cenográfico e teatral. A principal, ladeada por duas palmeiras de grandes dimensões, encaminha-se directamente para a grande cascata e para o lago de Diana, que domina todo o espaço. De formas naturalistas, e com uma espécie de gruta, que denuncia a imitação da natureza que caracteriza o jardim barroco da segunda metade do século XVIII (ainda que em Portugal a gruta tenha sido substituída pela Casa do fresco (LEITE, 1995, p. 223)), esta é uma das cascatas mais significativas da área de Lisboa (CARITA, 1987, p. 205). Desenvolve-se no sentido vertical, com inúmeras formas e reentrâncias por onde escorre a água, e culmina num pavilhão de planta oitavada, que integra uma fonte de mármore com esculturas de grande requinte e delicadeza. Remata este elemento uma garça real, em loiça. No tanque, é representada a lenda de Diana, com imagens da autoria de Machado de Castro, tal como as restantes esculturas dos lagos, alusivos aos signos do zodíaco (LEITE, 1989, p. 115), actualmente em restauro.
A cascata interrompe um longo conjunto de galerias com terraços, ligados por escadas e preenchidos por vegetação. No seu interior, encontra-se uma série de galerias, cuja humidade contrasta fortemente com o calor do jardim, contribuindo para o jogo de sentidos que os espaços de lazer barrocos propunham. Aquando das obras de recuperação do espaço, foi possível manter a estrutura hidráulica original, cujo sistema funcionava de acordo com a lei da gravidade, em tubagens de chumbo e grês (CMO, Boletim 1998).
De cada lado do espaço, encontra-se um pavilhão octogonal, em tons de salmão - onde hoje está instalada a sala de leitura da Biblioteca, funcionava originalmente como "casa do poço" e, do lado oposto, a "casa da fruta".
Uma última referência para a recente "escada do Céu", com degraus desencontrados, concebida por Bruno de Grüne, que veio substituir uma das árvores de grandes dimensões ( araucárias hetero-phylos ) entretanto desaparecida.
Rosário Carvalho
Diploma de Classificação
Em 21-09-2007 foi solicitado ao Ministério da Defesa Nacional o envio de informações sobre o estado de degradação do imóvel
Despacho de19-04-2005 do presidente do IPPAR no sentido de que se avaliasse a eventual ampliação da classificação
Proposta de 10-01-2005 da DR de Lisboa do IPPAR para que se ponderasse a eventual ampliação da classificação
Decreto n.º 39 175, DG, I Série, n.º 77, de 17-04-1953 (ver Decreto)
Número do Processo
Junto ao jardim Municipal e à Estação dos caminhos de ferro de Caxias
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12737527
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Oeiras / Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias
EN 6-4, junto ao Jardim Municipal e à estação dos caminhos de ferro de Caxias
Caxias -
Polícia:
LATITUDE
38.700416
LONGITUDE
-9.273619
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1742
1742, pouco contribuiu para o rápido andamento dos trabalhos.
1908
1908), D.
1953
1953 (ver Decreto) Construído em meados do século XVIII, por vontade do Infante D. F
1986
1986, data em que a Câmara Municipal de Oeiras se comprometeu, através de um protocolo, a recuperá-la. Ne
1987
1987, p.
1989
1989, p.
1995
1995, p.
1998
1998).De cada lado do espaço, encontra-se um pavilhão octogonal, em tons de salmão - onde hoje está instalada a sala ...
2005
2005 do presidente do IPPAR no sentido de que se avaliasse a eventual ampliação da classificação Proposta de 10-01-20...
2007
2007 foi solicitado ao Ministério da Defesa Nacional o envio de informações sobre o estado de degradação do imóvel De...
17
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal CARITA, Hélder; CARDOSO, Homem Edição 1987 Lisboa
"Caxias, Real Quinta de", Dicionário da Arte Barroca em Portugal LEITE, Ana Cristina Edição 1989 Lisboa
Monografia do Reformatório Central de Lisboa Padre António de Oliveira FERNANDES, José Maria de Almeida Edição 1958 Caxias
"Quinta Real de Caxias - jardim da cascata", Voz de Paço de Arcos, n.º 66-67, 1986 DIAS, Rodrigo Edição 1986 Paço de Arcos
"Quinta do Paço Real de Caxias", Boletim da Câmara Municipal de Oeiras, Fevereiro de 1999 BASTO, Sara Edição 1999 Oeiras

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Forte de São Bruno
Forte de São Bruno

Oeiras

Ver Ficha
Igreja e Mosteiro da Cartuxa de Santa Maria <i>Vallis Misericordiae</i>
Igreja e Mosteiro da Cartuxa de Santa Maria <i>Vallis Misericordiae</i>

Oeiras

Ver Ficha
Casa Lino Gaspar
Casa Lino Gaspar

Oeiras

Ver Ficha
Casa Igrejas Caeiro, incluindo o património móvel integrado e jardim
Casa Igrejas Caeiro, incluindo o património móvel integrado e jardim

Oeiras

Ver Ficha