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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio da Quinta das Torres, incluindo o tanque adjacente e a Casa de Frescoa em forma de «Tempietto»

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio da Quinta das Torres, incluindo o tanque adjacente e a Casa de Frescoa em forma de «Tempietto»
Outras Designações
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O morgadio ao qual pertencia a Quinta das Torres foi instituído no século XV por Rui Gomes da Grã, e a propriedade pertencia em 1520 a D. Brites de Lara, Marquesa de Vila Real e senhora da vizinha Quinta da Bacalhoa, mulher do infante D. Fernando e mãe de D. Manuel, que então a ofereceu como presente de casamento - ainda sem casa erguida - a D. Maria da Silva e seu marido, D. Pedro Eça. A Quinta e o seu palácio, datável de c. 1560, é, tal como a vizinha Quinta da Bacalhoa, um dos mais importantes e belos conjuntos arquitectónicos renascentistas do país.
A planta, de concepção nitidamente italiana (AZEVEDO, Carlos, 1988), é constituída por quatro rectângulos, em cujos vértices se destacam torreões quadrados, desenvolvendo-se em torno de um grande pátio interior. A influência italianizante estende-se ao pórtico da fachada Sul, encimado por duas pirâmides (as "torres" que lhe dão o nome) e rasgado em três vãos sobre colunas toscanas, os laterais quadrados e o central, alteado, rematado em arco redondo ao modo serliano, e ao átrio, que evidenciam tanto os princípios de proporção e simetria como o elogio da vivência campestre característicos do estilo de Palladio.
De desenho particularmente delicado é a casa de fresco, em forma de tempietto, de planta redonda e cúpula assente em doze colunas, erguido no meio do grande tanque quadrado da propriedade. A disposição em torno do largo pátio central, perfeitamente integrado na planta, bem como toda a regularidade e harmonia do traçado, aliadas à introdução de detalhes tão saborosos como o pavilhão circular do lago ou o átrio de desenho erudito, fazem da Quinta das Torres um caso único, e pioneiro, na introdução do renascimento italiano em Portugal.
No interior da casa, quase todas as amplas salas possuem tectos de madeira, portas à romana e painéis de azulejos na parede. Um dos mais significativos conjuntos azulejares está numa sala voltada para o tanque, a Norte, (sala que na opinião de Santos Simões teria sido originalmente aberta em galeria ou loggia, como no Palácio da Bacalhoa) representando temas mitológicos retirados da "Eneida" de Virgílio - a "Fuga de Eneias e incêndio de Tróia" e a "Morte de Dido e construção de Cartago". Trata-se de dois painéis de majólica de factura italiana, provavelmente oriundos da oficina do mestre Orazio Fontana, em Urbino (SIMÕES, J. M. dos Santos, 1946). Para além destes, a casa ainda recolhe outros belos exemplares de azulejaria de fabrico nacional ou hispânico.
A quinta manteve-se na posse da família D' Eça até que no século XVIII, por falta de sucessão directa, passou para o ramo colateral dos Corte-Real, e mais tarde, de novo por herança, para a família Saldanha e depois para a casa de Murça. Em 1878, após a morte do 3º Conde de Murça, a quinta foi adquirida pelo Dr. Manuel Bento de Sousa, cujos herdeiros adaptaram há alguns anos uma parte das dependências, justamente as voltadas para o lago, primeiro a casa de chá e pequeno hotel e, posteriormente, a uma mais ampla estalagem. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914630
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Setúbal / Setúbal / Azeitão (São Lourenço e São Simão)
EN 10
Vila Nogueira de Azeitão -
Polícia:
LATITUDE
38.519954
LONGITUDE
-9.006211
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1520
1520 a D.
1560
1560, é, tal como a vizinha Quinta da Bacalhoa, um dos mais importantes e belos conjuntos arquitectónicos renascentis...
1878
1878, após a morte do 3º Conde de Murça, a quinta foi adquirida pelo Dr. Ma
1946
1946).
1988
1988), é constituída por quatro rectângulos, em cujos vértices se destacam torreões quadrados, desenvolvendo-se em to...
1996
1996 (ver Decreto) O morgadio ao qual pertencia a Quinta das Torres foi instituído no século XV por Rui Gomes da Grã,...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
"Panneaux de Majolique au Portugal", in Faenza - Bolletino del Museo Internazionale delle Ceramiche, fasc. III-IV SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1946
Cidades e Vilas de Portugal - Azeitão CALADO, Maria Edição 1993 Lisboa
Solares Portugueses AZEVEDO, Carlos de Edição 1988 Lisboa
A Arquitectura "ao Romano" CRAVEIRO, Maria de Lurdes Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Quinta das Torres (artigo on-line), in www.azeitão.pt Edição

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