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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Lourenço

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Lourenço
Outras Designações
Igreja Paroquial de São Lourenço / Igreja de São Lourenço (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
As origens deste templo recuam ao século XIV, altura em que se sabe ter sido edificada uma igreja dedicada a São Lourenço. Desconhece-se, todavia, qual a sua configuração (admite-se que tenha sido de nave única com capela-mor de tramo final poligonal, como foi usual nessa centúria), uma vez que, pouco mais de um século volvido, ao redor de 1570, o antigo edifício gótico foi integralmente demolido para dar lugar ao monumento que hoje se conserva.
Trata-se de uma característica igreja maneirista, de proporções medianas, composta pela justaposição de dois rectângulos: o da nave, mais comprido, e o da capela-mor, que mantém a mesma altura em relação ao corpo, diferenciando-se planimetricamente por um pequeno ressalto ao nível do arco triunfal. A fachada principal é de pano único, a que se adossou torre sineira pelo lado direito. Ao centro, abre-se o portal, que é de lintel recto, moldurado, sublinhado superiormente por janelão do coro de idêntica tipologia. A empena é contracurvada, animando, desta forma, o "rectilinismo" da construção. A torre sineira, de planta quadrangular, é marcada por cunhais de cantaria e aberta no registo superior por vãos de arco de volta perfeita.
O interior é de nave única e nele se conserva um púlpito quinhentista formado por mármores da vizinha Serra da Arrábida. As paredes encontram-se revestidas por azulejos setecentistas, azuis e brancos, sendo os mais importantes os das paredes laterais da capela-mor, que representam diversas cenas bíblicas. Encontram-se atribuídos à oficina de António e Policarpo de Oliveira Bernardes (pai e filho), uma das mais importantes estirpes de azulejadores de finais do século XVII e primeira metade do século XVIII, quando esta modalidade artística atingiu o auge de criatividade, especialmente em Lisboa. Os azulejos da nave, embora pareçam ser de mão diferente, inserem-se nessa grande produção do reinado de D. João V, enquanto que os que revestem as paredes do baptistério são ligeiramente mais tardios, já do ciclo pombalino.
Sem obras assinaláveis ao longo do século XIX, o templo foi intervencionado a partir de 1947, numa campanha restaurada algo prolongada que levou ao apeamento do arco triunfal, à conservação dos azulejos e à integral substituição de pavimentos e coberturas.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28 536, DG, I Série, n.º 66, de 22-03-1938 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria de 26-08-1954, publicada no DG, II Série, n.º 215, de 11-09-1954 (com ZNA) (ZEP da Igreja de São Lourenço e do Pelourinho de Vila Nogueira de Azeitão)
Afectação 12699926
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Setúbal / Setúbal / Azeitão (São Lourenço e São Simão)
Rua José Augusto Coelho (antiga Rua Direita)
Vila Nogueira de Azeitão -
Polícia:
LATITUDE
38.518917
LONGITUDE
-9.014519
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1570
1570, o antigo edifício gótico foi integralmente demolido para dar lugar ao monumento que hoje se conserva.Trata-se d...
1938
1938 (ver Decreto) As origens deste templo recuam ao século XIV, altura em que se sabe ter sido edificada uma igreja ...
1947
1947, numa campanha restaurada algo prolongada que levou ao apeamento do arco triunfal, à conservação dos azulejos e ...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
O Azulejo em Portugal SANTOS, Reinaldo dos Edição 1957 Lisboa
Quinta e palácio da Bacalhoa em Azeitão: monografia histórico-artistica RASTEIRO, Joaquim Edição 1895
Igreja de São Lourenço de Vila Nogueira de Azeitão, Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, n.º 97 Edição 1957 Lisboa

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