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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Forte de São Julião da Barra

Arquitectura Militar / Forte

Designação
Designação Atual
Forte de São Julião da Barra
Outras Designações
Farol de São Julião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Forte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A baía "em forma de cotovelo" situada na margem da barra do Tejo, que Damião de Góis descreveu em 1554, foi o local escolhido por D. João III para edificar uma grande fortaleza que assegurasse a defesa, fundamental, da entrada marítima de Lisboa. As obras iniciaram-se entre 1553 e 1556 (BOIÇA; BARROS, 1992, p. 79), embora pouco tenham avançado até à morte do rei, no ano de 1559.
O projecto primitivo do Forte de São Julião é atribuído ao arquitecto Miguel de Arruda, (idem, ibidem, p. 80) e até 1579 registaram-se obras na estrutura fortificada. No ano de 1580, quando as tropas do Duque de Alba invadiram a capital, a fortificação era composta por cinco baluartes de diferentes dimensões, e no interior, para além das instalações de aquartelamento e armazéns, dispunha-se no centro da praça de armas uma grande cisterna que constitui o seu núcleo central, à semelhança do que sucede nas praças de Mazagão e da Ilha de Moçambique (Idem, ibidem, p. 81).
No entanto, a vulnerabilidade defensiva da "chave do Reino", que em cinco dias se rendeu às tropas espanholas, fizeram com que Filipe I ordenasse a ampliação da fortaleza, designando o Capitão Fratino para a execução das obras que iriam transformar São Julião da Barra "na maior fortaleza marítima portuguesa" (idem, ibidem), concluídas nos primeiros anos de Seiscentos.
O projecto filipino implicou a construção de dois novos baluartes, uma esplanada baixa que envolve os baluartes primitivos, um corpo avançado sobre o mar e um fosso, que na prática resultaram num aumento considerável da capacidade defensiva.
Em Dezembro de 1640 as tropas apoiantes de D. João IV conquistaram facilmente, por ataque terrestre, o Forte de São Julião, o que voltou a levantar o problema de deficiências do sistema defensivo da praça da barra do Tejo. Desta forma, ordenaram-se novas obras, sendo o novo projecto entregue a Nicolau de Langres, mas deste seria construído apenas um revelim, que passou a funcionar como entrada principal da fortaleza.
Já no século XVIII foram feitas obras de recuperação nas muralhas, na cisterna e nos edifícios de aquartelamento, e no ano de 1755 foi edificada no centro da praça de armas a torre do farol, que marca de forma incontornável a feição da fortaleza.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006
Diploma de Classificação
Em 24-05-2007 a CM de Oeiras enviou documentação sobre o imóvel
Despacho de 19-02-1998 do presidente do IPPAR a reencaminhar o assunto para a DR de Lisboa do IPPAR para o efeito
Proposta de 5-02-1998 do Conselho Consultivo do IPPAR para que se estudasse a reclassificação como MN
Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Despacho de 19-02-1998 do presidente do IPPAR a reencaminhar o assunto para a DR de Lisboa para o efeito
Proposta de 5-02-1998 do Conselho Consultivo do IPPAR para que se estudasse uma ZEP
Afectação 12736127
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Oeiras / Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias
Avenida Marginal
São Julião da Barra -
Polícia:
LATITUDE
38.674118
LONGITUDE
-9.325466
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1553
1553 e 1556 (BOIÇA; BARROS, 1992, p.
1554
1554, foi o local escolhido por D.
1556
1556 (BOIÇA; BARROS, 1992, p.
1559
1559.
1579
1579 registaram-se obras na estrutura fortificada.
1580
1580, quando as tropas do Duque de Alba invadiram a capital, a fortificação era composta por cinco baluartes de difer...
1640
1640 as tropas apoiantes de D.
1755
1755 foi edificada no centro da praça de armas a torre do farol, que marca de forma incontornável a feição da fortale...
1957
1957 (ver Decreto) A baía "em forma de cotovelo" situada na margem da barra do Tejo, que Damião de Góis descreveu em ...
1992
1992, p.
1998
1998 do presidente do IPPAR a reencaminhar o assunto para a DR de Lisboa do IPPAR para o efeito Proposta de 5-02-1998...
2006
2006
2007
2007 a CM de Oeiras enviou documentação sobre o imóvel Despacho de 19-02-1998 do presidente do IPPAR a reencaminhar o...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Arquitectura do Ciclo Filipino SOROMENHO, Miguel Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Oeiras, o Património - a História ROCHA, Maria Filomena Isabel Serrão Edição 1996 Oeiras
Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal GIL, Júlio, CABRITA, Augusto Edição 1986 Lisboa
"A arquitectura militar", História da Arte em Portugal - O Maneirismo, vol.7 MOREIRA, Rafael Edição 1986 Lisboa
Resumo histórico da Torre ou Fortaleza de São Julião da Barra CALLIXTO, Carlos Pereira Edição 1980 Lisboa
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de Edição 1963 Lisboa
Plano de Salvaguarda do Património Construído e Ambiental do Concelho de Oeiras SOROMENHO, Maria Isabel, RIBEIRO, Cristina Pintassilgo, BATALHA, Elisa Galrão Edição 1999 Oeiras
"O Bugio e São Julião da Barra", Revista Oceanos, nº 11, Julho de 1992 BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira Edição 1992 Lisboa
"Oeiras e o complexo histórico-militar de defesa da barra do Tejo", Oeiras - A Terra e os Homens, 1.º Ciclo de Estudos Oeirenses, pp. 169-195 BARROS, Maria de Fátima Rombouts, BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira Edição 1998 Oeiras
À Descoberta das Sentinelas - Roteiro das Fortalezas da Região de Lisboa e Vale do Tejo Edição 1998

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Quinta Nova ou de Santo António, ou dos Ingleses, e respetiva alameda
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Quinta do Barão (conjunto constituído pelo solar, jardins e adega)
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