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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Palácio do Conde de Castro Guimarães, também denominado «Torre de São Sebastião», incluindo a Capela de São Sebastião, Cruzeiro fronteiro à Capela, painés de azulejo (dois) e parque envolvente limite da antiga propriedade do conde de Castro Guimarães

Arquitectura Civil / Palácio

Designação
Designação Atual
Palácio do Conde de Castro Guimarães, também denominado «Torre de São Sebastião», incluindo a Capela de São Sebastião, Cruzeiro fronteiro à Capela, painés de azulejo (dois) e parque envolvente limite da antiga propriedade do conde de Castro Guimarães
Outras Designações
Museu Conde de Castro Guimarães / Palácio do Conde de Castro Guimarães / Torre de São Sebastião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Capela de São Sebastião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Parque Marechal Carmona / Parque do Palácio do Conde de Castro Guimarães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Chafarizes no Parque Marechal Carmona (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Palácio
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Implantado junto à entrada para a Boca do Inferno, o Palácio do Conde de Castro Guimarães, como ficou conhecido, é uma arquitectura fortemente cenográfica e pictórica, que encontra, na perfeita integração com o meio envolvente e com os equipamentos já aí existentes, como a ponte rústica, um dos seus maiores trunfos. Por outro lado, e no contexto do século XIX, em que a história é integrada na arquitectura como memória colectiva (PALÁCIO,1994,p.27), este palacete de veraneio constitui um exemplo de eclectismo, ao mesmo tempo unificador de várias linguagens arquitectónicas, que lhe conferem um enorme sentido de monumentalidade (SILVA,1988,p.76).
Seguindo a descrição de Branca Colaço e Maria Archer (1943,pp.246-247), o autor do projecto "deu-lhe a graça medieval das janelas geminadas, as cúpulas das igrejas orientais, os mirantes dos serralhos moiriscos, os coruchéus das catedrais góticas, os alpendres dos solares minhotos, as torres das fortificações bárbaras, os varandins dos palácios italianos, as arcarias do estilo manuelino, mil enfeites, mil contornos diversos". A mesma ideia está presente nos estudos recentes de Regina Anacleto (1997,p.542), nas palavras de quem este edifício "patenteia uma amálgama de tendências e de materiais que se estendem desde o castelo senhorial a reminiscências mouriscas, manuelinas e renascentistas, bem como da pedra ao reboco de argamassa, passando pelo revestimento cerâmico".
A edificação do palácio deve-se à iniciativa de Jorge O'Neill, irlandês ligado aos negócios do tabaco e às finanças que, em 1892, requereu o aforamento destes terrenos à Câmara de Cascais. Tomando o exemplo de D. Luís, os nobres e personalidades influentes elegeram esta orla da linha como destino privilegiado de férias, implantado aqui as suas habitações de veraneio.
Crê-se que o modelo da casa que O'Neill veio a construir seja devido ao cenógrafo Luigi Manini, que o irlandês teria encontrado a pintar, neste local, inserindo na paisagem um palacete revivalista, tão ao gosto de outros projectos da sua autoria, como o Palace Hotel do Buçaco (FALCÃO,1981,p.186). Foi, no entanto, o pintor Francisco Vilaça quem concebeu o desenho do palácio, cerca de 1900, imprimindo-lhe um carácter cenográfico, devedor de Manini e de si próprio, que concentra nas fachadas-cenário todo o esforço decorativo.
Apresenta planta irregular, constituída por um corpo longitudinal onde se inclui o claustro, um outro também de planta rectangular, e a torre de São Sebastião, esta última de aparência românica. Os volumes são, igualmente, irregulares e de formas muito diversas, com fachadas abertas por vãos de características muito diferenciadas. Merecem especial destaque os jardins, com equipamentos diversos e um lago com uma parede de azulejos provenientes, muito possivelmente e como a iconografia indica, de uma igreja de religiosos teatinos (SIMÕES,1979,p.188). Na verdade, os azulejos que encontramos no exterior e no interior revelam, também eles, o gosto pelo antigo, tendo sido aqui utilizados painéis cerâmicos de origens diversas, quer do século XVII, quer do século XVIII.
Jorge O'Neill imprimiu ao palácio um cunho muito pessoal, bem visível nos elementos de origem irlandesa, como os trevos presentes nos ferros forjados, e nas pinturas de algumas salas.
Em 1910, O'Neill encontrava-se numa situação financeira difícil, que o levou a vender o palácio ao Conde de Castro Guimarães, um importante banqueiro que beneficiava de privilegiadas ligações internacionais. Este, sem descendentes, optou, no seu testamento, por deixar o edifício à vila de Cascais, com a condição do município fazer dele um museu e um jardim público. Assim veio a acontecer em 1927, aquando da sua morte, abrindo o museu ao púbico apenas três anos mais tarde, em 1930. Conservando as características de Casa-Museu, a sua colecção é constituída, essencialmente, por mobiliário, azulejaria, porcelana, pintura e arqueologia, dispondo, ainda, de uma biblioteca. (RC)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Edital de 31-01-1990 da CM de Cascais
Despacho de homologação de 16-05-1989 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 4-05-1989 da 9.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Em 22-03-1989 a CM de Cascais enviou documentação para o processo de classificação
Proposta de Novembro de 1988, de vários eleitos no concelho de Cascais, para a classificação como IIP
Em 13-01-1982 foi solicitado à CM de Cascais o envio de documentação complementar para a instrução do processo de classificação
Proposta de 9-12-1981 da CM de Cascais para a classificação como VC
Número do Processo
Enseada da praia de Santa Marta, junto à foz da ribeira dos Mochos
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 283/2014, DR, 2.ª série, n.º 82, de 29-04-2014 (sem restrições) (ZEP da Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Torre Fortificada de Cascais, do Forte de Santa Marta (restos), do Palácio dos Condes de Castro Guimarães (...), Marégrafo de Cascais e da Casa de Santa Maria, incluindo o jardim (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 24-02-2014 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 340/2013, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2013 (ver Anúncio)
Despacho de 7-03-2012 do diretor-geral da DGPC a determinar a audiência dos interessados sobre a fixação conjunta de uma só ZEP
Despacho de concordância de 10-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 10-10-2011 da SPAA do CNC a propor que sejam fixadas cinco ZEP, uma para cada imóvel, todas coincidentes
Proposta de 24-05-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a ZEP conjunta da Casa de Santa Maria, incluindo o jardim, do Palácio dos Condes de Castro Guimarães, do Forte de Santa Marta, da Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Torre Fortificada de Cascais e do Marégrafo de Cascais
Afectação 181502
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril
Avenida Humberto II de Itália, Parque Marechal Carmona, na enseada da praia de Santa Marta, junto à foz da ribeira dos Mochos
Cascais -
Polícia:
LATITUDE
38.692166
LONGITUDE
-9.421742
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1892
1892, requereu o aforamento destes terrenos à Câmara de Cascais. T
1900
1900, imprimindo-lhe um carácter cenográfico, devedor de Manini e de si próprio, que concentra nas fachadas-cenário t...
1910
1910, O'Neill encontrava-se numa situação financeira difícil, que o levou a vender o palácio ao Conde de Castro Guima...
1927
1927, aquando da sua morte, abrindo o museu ao púbico apenas três anos mais tarde, em 1930. C
1930
1930.
1943
1943,pp.246-247), o autor do projecto "deu-lhe a graça medieval das janelas geminadas, as cúpulas das igrejas orienta...
1979
1979,p.188).
1981
1981 da CM de Cascais para a classificação como VC Implantado junto à entrada para a Boca do Inferno, o Palácio do Co...
1982
1982 foi solicitado à CM de Cascais o envio de documentação complementar para a instrução do processo de classificaçã...
1988
1988, de vários eleitos no concelho de Cascais, para a classificação como IIP Em 13-01-1982 foi solicitado à CM de Ca...
1989
1989 da Secretária de Estado da Cultura Parecer de 4-05-1989 da 9.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a ...
1990
1990 da CM de Cascais Despacho de homologação de 16-05-1989 da Secretária de Estado da Cultura Parecer de 4-05-1989 d...
1993
1993 (ver Decreto) Edital de 31-01-1990 da CM de Cascais Despacho de homologação de 16-05-1989 da Secretária de Estad...
1994
1994,p.27), este palacete de veraneio constitui um exemplo de eclectismo, ao mesmo tempo unificador de várias linguag...
1997
1997,p.542), nas palavras de quem este edifício "patenteia uma amálgama de tendências e de materiais que se estendem ...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Arquitectura neomedieval portuguesa, 1780-1924 ANACLETO, Regina Edição 1992 Lisboa
<i>O Neomanuelino ou a reinvenção da arquitectura dos Descobrimentos</i>. ANACLETO, Regina Edição 1994 Lisboa
Cascais SILVA, Raquel Henriques da Edição 1988 Lisboa
Monografia de Cascais ANDRADE, Ferreira de, CASTELO BRANCO, António de Edição 1969 Cascais
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de Edição 1963 Lisboa
O programa estético da casa de Jorge O' Neill, a partir dos contributos de Luigi Manini, in revista Monumentos: cidades, património, reabilitação LUCKHURST, Gerald, PEREIRA, Denise Edição 2011 Lisboa
Memórias da linha de Cascais COLAÇO, Branca de Gonta, ARCHER, Maria Edição 1943 Cascais
Cascais Menino FALCÃO, Pedro Edição 1981 Cascais

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Casa de São Bernardo, incluindo o jardim
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Casa de Santa Maria, incluindo o jardim
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Casa Sommer (incluindo cocheiras)
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