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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Forte de São João Baptista

Arquitectura Militar / Forte

Designação
Designação Atual
Forte de São João Baptista
Outras Designações
Forte de São João da Foz / Esplanada do Castelo / Fortaleza da Foz do Douro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Forte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Foi em 1567 que a rainha regente D. Catarina ordenou ao engenheiro Simão de Ruão que executasse um projecto para edificar uma defesa abaluartada na foz do rio Douro, em redor da Igreja de São João Baptista. Este edifício, em conjunto com a capela-farol de São Miguel-o-Anjo, integravam o erudito programa mandado construir no local por D. Miguel da Silva, o malogrado bispo de Viseu, em 1527-1528.
Regressado de Itália em 1525, onde viveu na corte papal por mais de dez anos, o Bispo escolheu a foz do Douro para erigir um programa arquitectónico associado "à simbólica antiga de expressões tão emblemáticas como o farol de Alexandria, o colosso de Rodes e o mausoléu de Halicarnasso", como se ali se recriasse o espaço marítimo de Finisterra (CRAVEIRO, 2009, p. 75). A igreja de São João Baptista fazia assim um conjunto harmonioso e complementar com a capela-farol dedicada ao Anjo São Miguel, "numa estratégia de complementaridade" (idem, ibidem). A igreja, "obra italliana e feyta à guiza de Italia" (SERRÃO, 2002, p. 58) desenvolve-se em planta rectangular, composta por dois corpos quadrados com abside hexagonal de cúpula semi-circular, impondo "novos e arrojados conceitos de espacialidade de todo avessos à tradição dominante entre nós, e integra elementos inovadores de decoração animando a ostensiva discrição do recinto" (idem, ibidem).
Em 1570 iniciavam-se as obras das muralhas abaluartadas desenhadas por Simão de Ruão, que na verdade foram erigidas à volta do conjunto renascentista, cercando-o e protegendo-o. A obra, que se apresentava fundamental devido à localização estratégica do templo face à defesa da foz do Douro, foi custeada pelo município do Porto.
No período que se seguiu à Restauração da Independência foi delineado pela Coroa portuguesa um plano de reestruturação da defesa da costa marítima que implicava, para além da edificação de novas fortalezas em pontos costeiros desprotegidos, a reforma e modernização das fortificações já existentes. Em 1642 chegava ao Porto o engenheiro francês Charles Lassart a quem coube "(...) a iniciativa de alargar a Fortaleza sebástica de São João da Foz, auxiliado pelo bailio Brás Pereira Brandão, sacrificando a igreja e residência beneditina, que ainda permaneciam entre os seus baluartes, e que cinco anos depois estavam já evacuadas e parcialmente demolidas. As radicais reconstruções interiores (...) e a falsa-braga furada por canhoeiras que rodeia o fosso devem ser de sua responsabilidade." (MOREIRA, 1986, p. 77). As obras, iniciadas somente em 1646, ficariam terminadas em 1653.
Atendendo às imperfeições do terreno e à existência de uma fortificação anterior, a fortaleza seiscentista apresenta um traçado irregular de quadrilátero rectangular com três baluartes e um meio baluarte, nenhum deles regular, estando as peças de fogo nos dois baluartes virados a terra. O portal de acesso ao forte, de gosto neoclássico, foi construído já na centúria seguinte, em 1796, pelo engenheiro Reinaldo Oudinot, possuindo ponte levadiça, corredor de entrada com casamata e corpo de guarda.
Depois de, durante o século XX, ter estado anos ao abandono, o monumento recebeu uma intervenção arqueológica, da responsabilidade do Gabinete de Arqueologia Urbana da Divisão de Museus e Património Histórico e Artístico da Câmara Municipal do Porto. Actualmente, o espaço é ocupado pela sede do Instituto da Defesa Nacional.
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR, I.P./ Maio de 2011
Diploma de Classificação
Decreto n.º 47 984, DG, I Série, n.º 233, de 6-10-1967 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Nova proposta de 12-09-2011 da DRC do Norte
Proposta de 15-04-2008 da DRC do Norte para a fixação da ZEP conjunta da Foz Velha, Chafariz do Passeio Alegre, Dois Obeliscos da Quinta da Prelada, Torre, Farol e Capela de São Miguel-o-Anjo, Forte de São João Baptista, Igreja de São João Baptista e Zona do Passeio Alegre e a consequente revogação da ZEP conjunta da Torrem Farol e Capela de São Miguel-o-Anjo
Afectação 12737527
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Localização
Porto / Porto / Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde
-- na Esplanada do Castelo
Foz do Douro -
Polícia:
LATITUDE
41.149008
LONGITUDE
-8.674435
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1525
1525, onde viveu na corte papal por mais de dez anos, o Bispo escolheu a foz do Douro para erigir um programa arquite...
1527
1527-1528.
1528
1528.
1567
1567 que a rainha regente D.
1570
1570 iniciavam-se as obras das muralhas abaluartadas desenhadas por Simão de Ruão, que na verdade foram erigidas à vo...
1642
1642 chegava ao Porto o engenheiro francês Charles Lassart a quem coube "(...) a iniciativa de alargar a Fortaleza se...
1646
1646, ficariam terminadas em 1653.
1653
1653.
1796
1796, pelo engenheiro Reinaldo Oudinot, possuindo ponte levadiça, corredor de entrada com casamata e corpo de guarda.
1967
1967 (ver Decreto) Foi em 1567 que a rainha regente D.
1986
1986, p.
2002
2002, p.
2009
2009, p.
2011
2011
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IMAGENS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo SERRÃO, Vítor Edição 2002 Lisboa
"Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar", História da Arte em Portugal, vol. 8 MOREIRA, Rafael Edição 1986 Lisboa
A Arquitectura "ao Romano" CRAVEIRO, Maria de Lurdes Edição 2009 Vila Nova de Gaia

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Conjunto da Foz Velha
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Passos da Freguesia de São João da Foz do Douro: Passo do Passeio Alegre; Passo da Rua Bela; Passo de Santa Anastácia; Passo da Rua do Alto da Vila; e Passo do Largo do Rio da Bica
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Chafariz do Passeio Alegre
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Quiosque no Jardim do Passeio Alegre, também denominado «Chalet do Passeio Alegre», «Chalet do Carneiro» ou «Chalet Suíço»
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