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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Mercado de Ferreira Borges

Arquitectura Civil / Mercado

Designação
Designação Atual
Mercado de Ferreira Borges
Outras Designações
Mercado Ferreira Borges / Mercado de Ferreira Borges (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Mercado
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Entre 1885 e 1888, e a fim de substituir as precárias instalações do antigo mercado da Ribeira, a Câmara Municipal do Porto mandou erguer o "Mercado Ferreira Borges" traçado pelo arquitecto João Carlos Machado. Para além de executado pela "Companhia Aliança" (também conhecida por "Fundição de Massarelos"), uma das principais empresas de fundição portuenses, o projecto mereceu a intervenção da Empreza Industrial Portugueza , de Santo Amaro, Lisboa, que obteve rasgados elogios impressos na secção noticiosa da Revista de Obras Públicas e Minas de Março e Abril de 1893, apesar do contexto nacional ser então ainda profundamente marcado pela instabilidade da esfera metalúrgica e impotência da afirmação siderúrgica.

Mas apesar de idealizada enquanto mercado, a sua fruição foi demasiado fugaz, decerto devido ao facto de, logo em 1900, já não responder, propriamente, aos objectivos para os quais fora concebido, acabando por ser utilizado e adaptado às mais variadas finalidades. Não obstante, reencontraria a sua função primordial já entre 1939 e 1978, altura em que funcionou como mercado abastecedor de frutas, enquanto se equacionava a possibilidade de adequá-lo a Museu Municipal ou Museu Colonial, este último proposto pela Associação Comercial do Porto. E depois de um período de relativo abandono, foi restaurado em 1983, servindo actualmente de espaço de animação cultural, da responsabilidade da edilidade portuense.

Considerado como um dos expoentes da Arquitectura de Ferro erguida na cidade do Porto, e um dos poucos exemplares nacionais não relacionados com os transportes urbanos, promovidos no âmbito da política fontista de supremacia da "funcionalidade mecânica" sobre a "funcionalidade simbólica", o mercado tomou o nome do jurisconsulto e economista portuense, fundador da Associação Comercial do Porto e autor do "Código Comercial Português" (promulgado em 1833), José Ferreira Borges (1786-1838).

Executado com estruturas e superfícies férreas, a planta longitudinal do mercado é marcada por três naves de dimensão diferenciada e colunas com capitéis coríntios, bem como por extensas áreas cobertas com vidraças apoiadas em estrutura metálica, a relembrar a disposição observada no Pavilhão de Exposições do Palácio de Cristal no Porto. Implantado numa plataforma com amplo espaço de circulação em seu redor, a fachada principal, voltada para a Praça Infante D. Henrique, apresenta seis entradas e escadaria de acesso ao primeiro piso. Quanto às fachadas laterais, elas transmitem-nos uma cadência proporcionada pela própria estrutura metálica, ostentando vãos aprimorados com arco abatido completado com lâminas de vidro tipo "veneziano", em cuja gramática decorativa, de foro clássico, preponderam as formas vegetais conjugadas a elementos animalistas.
[AMartins]
Diploma de Classificação
Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12707538
Localização
Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
Praça do Infante D. Henrique
Porto -
Polícia:
Rua Mouzinho da Silveira
Porto -
Polícia:
Rua Ferreira Borges
Porto -
Polícia:
Rua de Sousa Viterbo
Porto -
Polícia:
LATITUDE
41.141946
LONGITUDE
-8.614884
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1786
1786-1838).
1833
1833), José Ferreira Borges (1786-1838).
1838
1838).
1885
1885 e 1888, e a fim de substituir as precárias instalações do antigo mercado da Ribeira, a Câmara Municipal do Porto...
1888
1888, e a fim de substituir as precárias instalações do antigo mercado da Ribeira, a Câmara Municipal do Porto mandou...
1893
1893, apesar do contexto nacional ser então ainda profundamente marcado pela instabilidade da esfera metalúrgica e im...
1900
1900, já não responder, propriamente, aos objectivos para os quais fora concebido, acabando por ser utilizado e adapt...
1939
1939 e 1978, altura em que funcionou como mercado abastecedor de frutas, enquanto se equacionava a possibilidade de a...
1978
1978, altura em que funcionou como mercado abastecedor de frutas, enquanto se equacionava a possibilidade de adequá-l...
1982
1982 (ver Decreto) Entre 1885 e 1888, e a fim de substituir as precárias instalações do antigo mercado da Ribeira, a ...
1983
1983, servindo actualmente de espaço de animação cultural, da responsabilidade da edilidade portuense. Co
8
IMAGENS
2
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Episódio Arte Nova e a Arquitectura do Ferro", História da Arte em Portugal FERNANDES, José Manuel, ALMEIDA, Pedro Vieira de Edição 1986 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho Edição 1995 Lisboa

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