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Património Cultural, I.P.

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Informação completa e documentação histórica.

Abside, absidíolos e sacristia do século XVIII da igreja, e claustro e edifício barroco da Ordem terceira do Convento de São Francisco, incluindo os frescos

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Abside, absidíolos e sacristia do século XVIII da igreja, e claustro e edifício barroco da Ordem terceira do Convento de São Francisco, incluindo os frescos
Outras Designações
Igreja e Convento de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Não são ainda claras as origens do antigo Convento de São Francisco de Guimarães. As opiniões mais consensuais situam a sua origem nos inícios do século XIII, em pleno reinado de D. Afonso III, o que lhe confere o estatuto de ser uma das primeiras casas conventuais nacionais. Infelizmente, desse primitivo conjunto nada chegou aos nossos dias. No reinado de D. Dinis, na sequência dos muitos melhoramentos das estruturas militares, o convento foi demolido, por se encontrar muito próximo das muralhas e de, por isso, prejudicar a eficaz defesa do burgo.
O edifício gótico que hoje vemos é o produto de uma segunda campanha construtiva. Autorizada por D. João I, a 3 de Novembro de 1400, a edificação do novo convento de São Francisco revelou-se bastante demorada, arrastando-se praticamente por todo o século XV. A cabeceira, por exemplo, data de c. 1461, ano em que D. Constança de Noronha, Duquesa de Bragança, tomou o hábito franciscano. As suas armas foram representadas no bocete da abóbada da capela-mor (DIAS, 1994, p.132), o que revela a acção directa desta Senhora na construção. De um ponto de vista estilístico, esta cabeceira pouco difere do modelo mendicante inaugurado no nosso país no século XIII: capela-mor ladeada por dois absidíolos, homogeneamente cobertos por abóbadas de cruzaria de ogivas; iluminação efectuada por amplas janelas verticais, abertas em panos limitados por contrafortes. Característica comum em todo este conjunto é a filiação artística, já vincadamente batalhina, visível nas molduras dos colunelos e das nervuras, assim como nos capitéis (DIAS, 1994, p.132). Apesar da sua datação relativamente tardia, a cabeceira da igreja de São Francisco é um dos poucos exemplos no Norte do país que comprovam a importância do grande Mosteiro da Batalha, enquanto obra modelar ao longo de todo o século XV.
Infelizmente, as outras partes góticas que subsistiram das múltiplas reformas modernas, não se equiparam em qualidade à cabeceira, sem, contudo, deixarem de revelar a influência batalhina. O portal principal, muito pouco decorado e integrado numa ampla massa pétrea, que parece ter mais de Românico que de Gótico, apresenta um traçado irregular da sua curvatura, e os capitéis são bastante menos cuidados. Também a Sala do Capítulo denota uma clara tendência para a ausência de decoração, facto que deverá apontar para uma datação ainda mais tardia que a da cabeceira, muito próxima, já, do século XVI.
Foram muitas as obras por que o convento passou ao longo da época moderna. A primeira grande campanha deu-se em finais do século XVI, altura em que se construiu o clássico claustro de dois andares. Da autoria de Gonçalo Lopes, é uma das mais importantes obras maneiristas de Guimarães, a par da fachada da igreja da Misericórdia da cidade, apresentando mesmo uma linha artística erudita e bastante racionalizada, como o prova a rígida organização da quadra e respectivos cânones dos suportes.
Ainda mais importante foi a transformação do interior da igreja, de Gótico a Barroco. Este processo deu-se numa campanha decorativa bastante significativa para a cidade, e para o próprio convento, que conseguiu, nessa altura, reunir as quantias necessárias a tão profunda remodelação. Painéis de azulejos passaram a decorar as paredes da capela-mor e da nave; a nova sacristia apresenta um figurino tipicamente joanino, com o seu tecto de caixotões pintados e os arcazes de pau-preto... Toda esta campanha culminou com a construção do magnífico retábulo-mor, "uma das obras-primas da talha portuguesa" (ALVES, 2000, p.59), desenhado por Miguel Francisco da Silva, em 1743, e executado por Manuel da Costa Andrade.
No século XX, as obras de restauro efectuadas pela DGEMN privilegiaram a consolidação das estruturas, não alterando significativamente o aspecto geral do edifício. Destaca-se, neste processo, o restauro do painel de pintura a fresco "Santo António e Bispo", uma das principais obras fresquistas do Minho tardo-medieval.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (a classificação passa a abranger o claustro e o edifício barroco da Ordem Terceira, incluindo a sacristia do século XVIII da igreja joanina) (ver Decreto)
Decreto n.º 39 175, DG, I Série, n.º 77, de 17-04-1953 (classificou parte da Igreja de São Francisco, constituída por abside e absidíolos) (ver Decreto)
Decreto n.º 30 762, DG 225, de 26-09-1940 (classificou os frescos existentes no Convento de São Francisco)
Número do Processo
Alameda
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12699926
Localização
Braga / Guimarães / Oliveira, São Paio e São Sebastião
- -
- -
Polícia:
LATITUDE
41.440693
LONGITUDE
-8.292084
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1400
1400, a edificação do novo convento de São Francisco revelou-se bastante demorada, arrastando-se praticamente por tod...
1461
1461, ano em que D.
1743
1743, e executado por Manuel da Costa Andrade.No século XX, as obras de restauro efectuadas pela DGEMN privilegiaram ...
1940
1940 (classificou os frescos existentes no Convento de São Francisco) Não são ainda claras as origens do antigo Conve...
1953
1953 (classificou parte da Igreja de São Francisco, constituída por abside e absidíolos) (ver Decreto) Decreto n.º 30...
1974
1974 (a classificação passa a abranger o claustro e o edifício barroco da Ordem Terceira, incluindo a sacristia do sé...
1994
1994, p.132), o que revela a acção directa desta Senhora na construção. De
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2000, p.59), desenhado por Miguel Francisco da Silva, em 1743, e executado por Manuel da Costa Andrade.No século XX, ...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A arquitectura gótica portuguesa DIAS, Pedro Edição 1994 Lisboa
"Presença franciscana em Guimarães", Sep. Revista de Guimarães", 95 FARIA, Francisco Leite de Edição 1988 Guimarães
As mais belas igrejas de Portugal, vol. I GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
Guimarães Monumental GUIMARÃES, Alfredo Edição 1930 Porto
"A pintura mural portuguesa na região Norte. Exemplares dos séculos XV e XVI", A colecção de pintura do Museu de Alberto Sampaio. Séculos XVI-XVIII, pp. 41-60 RODRIGUES, Dalila Edição 1996 Lisboa
"Retábulo mor da igreja de São Francisco de Guimarães", Sep. Museu, 2 série, 4 BRANDÃO, Domingos de Pinho Edição 1996 Porto
"O século do ouro", Mil anos a construir Portugal, exposição, 2000, pp.58-59 ALVES, Natália Marinho Ferreira Edição 2000 Guimarães
Convento de S. Francisco [de] Guimarães TEIXEIRA, Fernando José Edição 2000 Porto
Guimarães - roteiro turístico FONTE, Barroso da Edição 1995 Guimarães

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