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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Muralhas de Guimarães

Arquitectura Militar / Muralha

Designação
Designação Atual
Muralhas de Guimarães
Outras Designações
Muralhas de Guimarães / Cerca urbana de Guimarães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Muralha
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A primeira linha de amuralhamento da cidade de Guimarães aparece-nos muito tarde na História: apenas na viragem para a segunda metade do século XIII, quando, no castelo, dava-se corpo a uma terceira reforma da estrutura militar. A razão para este atraso não é ainda inteiramente conhecida, mas é provável que, até ao século XIV, constituindo Guimarães duas vilas independentes, se tenha optado por, nos dois primeiros séculos da nacionalidade, guarnecer mais fortemente o burgo alto - o núcleo do castelo - em detrimento da vila baixa, organizada em redor da Colegiada.
Foi, então, no século XIII que se dotou os dois burgos de uma única estrutura defensiva, concentrada no castelo, mas alargada à comunidade e às principais instituições religiosas. A extensão desta empreitada encontra-se bem testemunhada pela grande duração das obras, começadas no reinado de Afonso III (por volta de 1265) e terminadas já no século XIV (em 1318). Por outro lado, o programa então definido obrigou à demolição dos dois conventos mendicantes recentemente construídos na cidade (de São Domingos e de São Francisco), facto que prova, também, o estatuto verdadeiramente importante do amuralhamento do núcleo.
Oito portas, e possivelmente nove torres, definiam um circuito militar relativamente extenso, que hoje se desenvolve ao longo de três freguesias. Grande parte do perímetro foi sacrificado, nos séculos XIX e XX, mas conservam-se ainda alguns troços bastante importantes. Um deles, o mais extenso, corre ao longo da actual Avenida Alberto Sampaio, e desenvolve-se praticamente desde o castelo, constituindo, desta forma, uma massa pétrea de inegável impacto urbanístico na Guimarães contemporânea. O segundo está associado à Torre da Alfândega, a principal referência do sector meridional das muralhas, e o elemento militar que mais afastado estava do castelo, facto ainda claramente demonstrado pela sua parcial conservação, em planta e em altura. Outros vestígios existem ainda que testemunham o traçado das muralhas de Guimarães, como os dois arranques que se ligam ao castelo e que representavam o início e o fim da estrutura. Mas onde o perímetro está manifestamente comprovado é na organização das vias, na disposição dos edifícios do centro histórico e nos espaços públicos, rasgados nos séculos XIX e XX, que rodeiam o núcleo principal de Guimarães. Uma breve análise a uma das recentes vistas aéreas da cidade demonstra cabalmente esta situação: ainda que grande parte das muralhas tenham desaparecido, o seu perímetro é uma evidência.
Esta grande campanha estaria, então, concluída na viragem para a terceira década do século XIV. Nos anos seguintes, a dupla muralha de Guimarães resistiu a três cercos: em 1322, quando o Infante D. Afonso guerreava seu pai, D. Dinis; em 1369, quando as tropas de castela, comandadas por Henrique II, invadiram o Entre-Douro-e-Minho; e em 1385, quando D. João I, montou cerco aos resistentes vimaranenses. Este monarca, de resto, revelou grande afecto em relação a esta localidade. A sua marca ficou patente na renovação da Colegiada de Santa Maria, de cuja imagem românica era especial devoto, na promoção de novas construções religiosas (como as arrastadas empreitadas dos conventos mendicantes da cidade), mas também na demolição da muralha interior, que separava os dois burgos. Com este acto, Guimarães passou a estar fisicamente unificada e a natureza algo rival das duas comunidades era, finalmente, suprimida.
As fases de destruição das muralhas de Guimarães estão bastante bem documentadas. No século XIX, à semelhança do que aconteceu com o castelo e com o Paço dos Duques, também as muralhas foram utilizadas como pedreiras para diversos edifícios públicos e privados. Tal facto determinou a destruição de praticamente todas as torres e portas, ilusão de progresso que continuou nos meados do século XX, altura em que novas destruições foram efectuadas em benefício do traçado de mais largas vias rodoviárias.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Portaria de 4-07-1958, publicada no DG, II Série, n.º 203, de 30-08-1958 (sem restrições)
Afectação 181501
Localização
Braga / Guimarães / Oliveira, São Paio e São Sebastião
Avenida Alberto Sampaio
Guimarães -
Polícia:
LATITUDE
41.443586
LONGITUDE
-8.291575
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1265
1265) e terminadas já no século XIV (em 1318). P
1318
1318).
1322
1322, quando o Infante D.
1369
1369, quando as tropas de castela, comandadas por Henrique II, invadiram o Entre-Douro-e-Minho; e em 1385, quando D.
1385
1385, quando D.
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A primeira linha de amuralhamento da cidade de Guimarães aparece-nos m...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"A propósito das antigas muralhas de Guimarães", Revista de Guimarães, nº67, 1957 CARDOZO, Mário Edição 1957 Guimarães
O castelo e as muralhas de Guimarães. Notícia histórica GUIMARÃES, Alfredo Edição 1940 Porto
"O castelo de Guimarães", Patrimonia, nº1, 1996, pp.17-28 BARROCA, Mário Jorge Edição 1996
O castelo e as muralhas de Guimarães - apontamentos para a sua história TEIXEIRA, Fernando José Edição 2001 Guimarães
Guimarães - roteiro turístico FONTE, Barroso da Edição 1995 Guimarães
Mil anos a construir Portugal Edição 2000 Guimarães

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