Nota Histórico-Artistica
Imóvel
Situada numa zona hoje densamente urbanizada, onde os poucos espaços verdes apresentam declives acentuados, a designada Casa de Stª Anna ou Casal Saloio destaca-se das restantes tipologias de construção situadas na envolvente, onde predominam essencialmente as vivendas geminadas ou os prédios de vários andares.
O edifício enquadra-se num tipo de arquitetura caraterística do Estado Novo, a designada "casa portuguesa", edifício unifamiliar com cobertura de telha, beirado pronunciado, fachadas onde geralmente predominava o branco, mas que, neste caso, foi utilizado o rosa. Neste tipo de edifícios é também dado grande relevo à utilização da pedra à vista e da madeira, nomeadamente nos vãos, surgindo por vezes também os painéis de azulejos a decorar as fachadas e os gradeamentos em ferro forjado como é o caso, nomeadamente na zona da entrada principal. É igualmente importante, nesta tipologia, o espaço destinado ao quintal, local onde se procurava reproduzir as dinâmicas rurais com a presença de pomares, hortas e zona de criação de animais de capoeira, tendo em conta, para além disso, que a própria região se situava também ela numa zona periférica da cidade onde ainda era possível encontrar a tranquilidade campestre, certamente do agrado dos seus proprietários.
História
Não possuindo traços de particular relevo patrimonial, esta casa tem no entanto o interesse memorial de nela ter vivido o ator Vasco Santana (1898-1958), espaço que partilhou também com a atriz e companheira Mirita Casimiro e com o seu filho, o ator e encenador Henrique Santana, sendo nela, também, que Vasco Santana preparou muito do seu trabalho artístico. Não se sabe com segurança se a casa foi adquirida ou se resultou de um projeto do próprio Vasco Santana, uma vez que antes de se dedicar ao teatro, foi estudante de arquitetura.
Maria Ramalho/DGPC/2016.
Diploma de Classificação
(Aguarda alteração da categoria, de IIM para MIM, para se registar a classificação)
Despacho n.º 18775/2010, DR, 2.ª série, n.º 243, de 17-12-2010 (ver Despacho)
Deliberação de 13-10-2010 da CM de Odivelas a aprovar a classificação como IIM
Em 23-09-2009 foi dado conhecimento do despacho de encerramento à CM de Odivelas
Despacho de encerramento de 17-08-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 10-08-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para encerramento do procedimento, por não ter valor nacional
Pedido de parecer de 13-08-2008 da CM de Odivelas sobre a classificação como IIM
Deliberação de 9-05-2007 da CM de Odivelas para a classificação como IIM
Número do Processo
Não disponível