A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa Havaneza, incluindo o património móvel integrado

/

Designação
Designação Atual
Casa Havaneza, incluindo o património móvel integrado
Outras Designações
Edifício no Largo do Chiado, n.º 25 / Casa Havaneza (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Imóvel
ACasa Havanezasita no n.º 25 do Largo do Chiado, localiza-se ao nível do piso térreo de um prédio de rendimento pombalino, de planta retangular e volumetria paralelepipédica. Nos dias de hoje, conta com apenas uma porta e uma montra de vidro, ambas instaladas no alçado principal a sul do referido imóvel. A sala principal da loja, de planta triangular, apresenta teto plano e paredes animadas por painéis contracurvados em madeira - cujos ângulos se destacam dado o revestimento com folha metálica dourada (latão) - que integram, nas zonas reentrantes, expositores quadrangulares de ângulos boleados e perfil também delimitado por filete metálico dourado. O espaço apresenta recantos, com pequenos balcões e expositores, que funcionam como zonas de atendimento personalizado e acolhedor que é conferido aos clientes da loja. Complementa a decoração uma gravura em mármore policromado, da autoria de Bartolomeu Cid, e o preenchimento parietal da zona mais estreita da sala (extremo norte) com espelhos. À direita da porta de entrada, encontra-se instalada uma zona de armazenamento climático de charutos que dá pelo nome de walk-in humidor. A sala principal articula-se com uma outra de planta retangular, por meio de amplo corredor, com um dos lados de perfil convexo. Quer o corredor quer a sala, de menores dimensões, apresentam o mesmo tipo de solução decorativa, pautando-se pelo integral revestimento a madeira vazada por expositores de diferentes dimensões, mas sempre com a mesma morfologia. A importância da loja prende-se com a manutenção do uso, no bom estado de conservação, na manutenção das características e ambiente, um notável e singular exemplo de projeto de decoração de interiores representativo da década de 70 do século XX.
História
Fazendo prova num anúncio do jornal Almanaque do Século, a Casa Havaneza, já existiria em 1855, enquanto depósito de tabacos estrangeiros. O ano de 1864 marcará a data em que, ao adquiri-lo, Henrique Burnay o terá transformado numa casa especializada em tabacos e artigos para fumadores. Teria, inicialmente, uma única porta, sofrendo, por volta de 1865, uma primeira ampliação, passando a ocupar diversos números da Rua Garrett (124-134) e mais tarde, em 1875, uma segunda, passando a integrar os números 124, 126 e 128 da Rua Nova da Trindade. Em 1960, altura em que o Banco Burnay tomou o estabelecimento comercial de arrendamento e transferiu a posse da tabacaria para a empresa Empor, foi aplicada à loja uma grande amputação, ou seja, a tabacaria ficou, novamente, reduzida a uma pequena loja com uma única porta, o inicial número 25 do Largo do Chiado, tendo sido o restante espaço transformado numa agência bancária (hoje BPI).O projeto de remodelação ficou a cargo dos arquitetos António Azevedo Gomes e Francis Jules Léon que terão procurado suavizar a rutura, criando uma fachada com uma total unidade de estilo, conferindo a ilusão de se tratar de um único estabelecimento. O interior beneficiou da aplicação de uma gravura em mármore policromado da autoria de Bartolomeu Cid (1931-2008). Nos anos 70 do século XX, sob a orientação do arquiteto Nuno Corte Real, a Casa Havaneza foi, novamente, alvo de uma remodelação, que lhe conferiu o aspeto que lhe é hoje conhecido. Em 2009, mantendo traços da remodelação dos anos 70, a loja foi ligeiramente modernizada e equipada com um walk-in humidor.
Elisabete Serol
DGPC, 2017
Bibliografia
BOLÉO, Luísa V. Paiva, Casa Havaneza - 140 anos à esquina do Chiado, Dom Quixote, Lisboa, 2004, p. 77.
SIZA, Álvaro, A Reconstrução do Chiado - Lisboa, Livraria Figueirinhas, Lisboa, 2000, p.28.
CARVALHO, António Sérgio Rosa de, "As lojas tradicionais da Baixa. Desafios presentes e futuros", in MATEUS, João Mascarenhas (coord.), Baixa Pombalina: bases para uma intervenção de salvaguarda, Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 2005, p. 94.
Diploma de Classificação
Portaria n.º 661/2018, DR, 2.ª série, n.º 236, de 7-12-2018 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18-10-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 6-08-2018 da CM de Lisboa
Anúncio n.º 104/2018, DR, 2.ª série, n.º 120, de 25-06-2018 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 16-05-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 2-05-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 18-08-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP
Anúncio n.º 41/2017, DR, 2.ª série, n.º 63, de 29-03-2017 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 17-02-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 20-12-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Número do Processo
Não disponível
Localização
Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior
Largo do Chiado
Lisboa -
Polícia: 25
LATITUDE
38.710712
LONGITUDE
-9.142177
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1855
1855, enquanto depósito de tabacos estrangeiros.
1864
1864 marcará a data em que, ao adquiri-lo, Henrique Burnay o terá transformado numa casa especializada em tabacos e a...
1865
1865, uma primeira ampliação, passando a ocupar diversos números da Rua Garrett (124-134) e mais tarde, em 1875, uma ...
1875
1875, uma segunda, passando a integrar os números 124, 126 e 128 da Rua Nova da Trindade.
1931
1931-2008).
1960
1960, altura em que o Banco Burnay tomou o estabelecimento comercial de arrendamento e transferiu a posse da tabacari...
2000
2000, p.28.CARVALHO, António Sérgio Rosa de, "As lojas tradicionais da Baixa. D
2004
2004, p.
2005
2005, p.
2008
2008).
2009
2009, mantendo traços da remodelação dos anos 70, a loja foi ligeiramente modernizada e equipada com um walk-in humid...
2016
2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional I...
2017
2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP Anúncio n.º 41/2017, DR, 2.ª série, n.º...
2018
2018, DR, 2.ª série, n.º 236, de 7-12-2018 (ver Portaria) Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18...
12
IMAGENS
0
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Edifício na Rua Garrett, onde se encontra instalado o café A Brasileira, também denominado «Brasileira do Chiado», incluindo o próprio café e o troço de calçada fronteiro à porta em que se lê o nome do estabelecimento e os números de polícia
Edifício na Rua Garrett, onde se encontra instalado o café A Brasileira, também denominado «Brasileira do Chiado», incluindo o próprio café e o troço de calçada fronteiro à porta em que se lê o nome do estabelecimento e os números de polícia

Lisboa

Ver Ficha
Teatro Ginásio (fachada)
Teatro Ginásio (fachada)

Lisboa

Ver Ficha
Igreja de Nossa Senhora dos Mártires
Igreja de Nossa Senhora dos Mártires

Lisboa

Ver Ficha
Casa do Ferreira das Tabuletas
Casa do Ferreira das Tabuletas

Lisboa

Ver Ficha