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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Conjunto das cinco fontes de Caneças (Fontaínhas, Piçarras, Passarinhos, Castelo de Vide e Castanheiros)

Arquitectura Civil / Fonte

Designação
Designação Atual
Conjunto das cinco fontes de Caneças (Fontaínhas, Piçarras, Passarinhos, Castelo de Vide e Castanheiros)
Outras Designações
Fonte das Pissarras / Fonte de Santo António (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Fonte dos Passarinhos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Fonte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Conjunto
A primeira das cinco fontes de Caneças localizadas na zona N/O do concelho de Odivelas, têm origem numa cavidade natural. Em 1842, a Sociedade Farmacêutica efetua uma primeira análise das águas confirmando a sua qualidade, dando origem a que a Câmara de Loures procedesse a obras, surgindo então, em 1910, a "Fonte das Fontaínhas". Em 1932, na sequência de uma nova campanha de obras, o local adquire o aspeto que tem hoje. Em 1938 a Direção Geral de Minas e Serviços Geológicos autoriza a sua exploração comercial mas, pouco depois, com o início da comercialização de outras águas e a canalização de água potável às casas de Lisboa e de Loures, observa-se o declínio das vendas.
Em termos construtivos a fonte encontra-se envolvida por dois muros de pedra à vista, onde, ao fundo, se abre um arco de volta perfeita, encimado por uma placa com o nome "Fontaínhas" e por um modesto painel de embrechados de vidro coloriso com a representação de uma bilha associado à inscrição: "Caneças, 1910". É no interior deste arco que se encontra a bica. No exterior encontram-se 9 painéis de azulejos de Eduarda Filhó, datados de 1997, alusivos às profissões da época.
A Fonte das Piçarras que teve origem num poço verá, em 1898, ser concretizado um projeto em estilo neo-manuelino inspirado no Mosteiro dos Jerónimos, da autoria de António Mateus dos Santos. A estrutura corresponde a um corpo avançado constituído por arcos canopiais que alternam com arcos agudos assentando sobre colunas em espiral. Nos arcos existem pequenas gárgulas com cabeças felinas e, na parte superior, medalhões com motivos manuelinos. A rematar a arcaria surge uma platibanda com pináculos espiralados. No interior da fonte são de destacar os azulejos em alto-relevo com representações de índios, animais e plantas.
A Fonte dos Castanheiros foi fundada em 1931, obtendo logo de seguida uma licença de exploração que durará até 1960. O corpo avançado desta fonte, em estilo neo-romântico, apresenta três arcos de volta perfeita assentes em quatro colunas robustas, sendo ainda encimado por um frontão com três medalhões de embrechados. No interior das arcadas surgem mais embrechados, bem como uma composição de azulejos onde predominam motivos circulares e florais em azul e amarelo.
A água da Fonte de Castelo de Vide foi avaliada em 1842 mas, só em 1930, se procede à construção do espaço que, segundo se sabe, deverá ser da autoria do antigo proprietário Aniceto Paisana. Em 1932 inicia-se o processo de exploração da água, atividade que terá durado até 1977. A fonte, hoje em ruínas, encontra-se num edifício térreo cuja fachada é composta por quatro estruturas envidraçadas onde, ao centro, surge a porta de entrada com acesso às bicas implantadas num painel de embrechados.
Situada a meia encosta da Serra de Caneças, a Fonte dos Passarinhos foi construída nos finais de 1933, possuindo um corpo avançado composto por três arcos de volta perfeita, sustentados por quatro colunas, com a pedra de fecho saliente, encimado por um frontão bastante recortado e decorado com embrechados. A decoração do interior é idêntica, associando-se um friso azulejar com motivos de grotesco. Além da fonte existe, à entrada do recinto, um pequeno edifício (escritório) cuja fachada é profusamente decorada com embrechados.
História
Em 1731 D. João V decretou o início da construção do Aqueduto das Águas Livres que, nos primeiros tempos, fornecia água impura e em pouca quantidade. Na segunda metade do século XVIII foram construídos alguns reforços, nomeadamente em Caneças, projetando assim a fama das suas nascentes. Depois de uma curta época de exploração comercial entre os anos 20 e 30, dada a concorrência de outras águas e a generalização da canalização particular, as fontes entram numa fase de declínio do qual, infelizmente, nunca mais vão recuperar, encontrando-se hoje tristemente abandonadas.
Maria Ramalho/DGPC/2016.Apoio da C.M.Odivelas
Diploma de Classificação
Boletim Municipal de 14-09-2004
Deliberação de 8-09-2004 da CM de Odivelas a aprovar a classificação como de IM
Pedido de parecer de 13-05-2004 da CM de Odivelas sobre a eventual classificação como de IM
Em 13-05-2004 foi dado conhecimento do despacho à CM de Odivelas
Despacho de concordância de 26-03-2004 do presidente do IPPAR, com o consequente encerramento do procedimento de classificação de âmbito nacional
Parecer de 4-03-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR, favorável à proposta da DR de Lisboa, sugerindo a classificação como de IM
Edital de 27-02-2004 da CM de Odivelas
Deliberação de 23-10-2003 da CM de Odivelas a aprovar a abertura do procedimento de classificação como de IM
Proposta de 20-06-2003 da DR de Lisboa para que seja considerado que as fontes não têm valor cultural para uma classificação de âmbito nacional
Proposta de classificação de 2-06-2003 da CM de Odivelas
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IM - Interesse Municipal

ZEP n/a
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Odivelas / Ramada e Caneças
LATITUDE
38.8161
LONGITUDE
-9.228404
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1731
1731 D.
1842
1842, a Sociedade Farmacêutica efetua uma primeira análise das águas confirmando a sua qualidade, dando origem a que ...
1898
1898, ser concretizado um projeto em estilo neo-manuelino inspirado no Mosteiro dos Jerónimos, da autoria de António ...
1910
1910, a "Fonte das Fontaínhas".
1930
1930, se procede à construção do espaço que, segundo se sabe, deverá ser da autoria do antigo proprietário Aniceto Pa...
1931
1931, obtendo logo de seguida uma licença de exploração que durará até 1960. O co
1932
1932, na sequência de uma nova campanha de obras, o local adquire o aspeto que tem hoje.
1933
1933, possuindo um corpo avançado composto por três arcos de volta perfeita, sustentados por quatro colunas, com a pe...
1938
1938 a Direção Geral de Minas e Serviços Geológicos autoriza a sua exploração comercial mas, pouco depois, com o iníc...
1960
1960.
1977
1977.
1997
1997, alusivos às profissões da época. A
2003
2003 da CM de Odivelas a aprovar a abertura do procedimento de classificação como de IM Proposta de 20-06-2003 da DR ...
2004
2004 Deliberação de 8-09-2004 da CM de Odivelas a aprovar a classificação como de IM Pedido de parecer de 13-05-2004 ...
2016
2016.Apoio da C.M.Odivelas
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Dicionário Ilustrado de Belas-Artes TEIXEIRA, Luís Manuel Edição 1985 Lisboa
"Do Romantismo ao Fim do Século", História da Arte em Portugal RIO-CARVALHO, Manuel Edição 1986
Dicionário Coreográfico de Portugal Continental e Insular AAVV Edição
O Concelho de Odivelas: memória de um povo, 2ªed VAZ, Maria Máxima Edição 2001 Odivelas
"Carta ao Conde de Monsaraz", Obra Completa de Cesário Verde, p. 10 VERDE, Cesário Edição 1983 Lisboa
"Carta a Mariano Pina", Obra Completa de Cesário Verde VERDE, Cesário Edição 1879 Lisboa
"A Água fresquinha de Caneças imortalizada nas fontes", Jornal A Capital PINHO, Hélder Edição 2001 Lisboa
"Lavadeiras de Caneças - Recordar uma época", Loures Magazine Edição 1992 Loures
"A industria da agua em Caneças", A Voz do Concelho Edição 1938
"Fonte dos Passarinhos", Ficha da Junta de Freguesia de Caneças, Municipio de Loures Edição 1989 Loures
"Fonte dos Castanheiros em Caneças", A Voz do Concelho Edição 1938
"Fonte das Pissarras em Caneças", A Voz do Concelho Edição 1938
"Fonte de Castelo de Vide em Caneças", A Voz do Concelho Edição 1938

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Dólmen do Sítio das Pedras Grandes
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