A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ponte Velha de Silves

Arquitectura Civil / Ponte

Designação
Designação Atual
Ponte Velha de Silves
Outras Designações
Tipologia
Ponte
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Monumento emblemático da cidade de Silves, a ponte sobre o rio Arade tem sido uma das mais debatidas pontes nacionais. Ao longo das últimas décadas, opiniões contraditórias atribuíram a sua construção a três períodos bem distintos: à época romana; ao domínio islâmico ou ao final da Idade Média. Mas, na verdade, a estrutura que chegou até hoje só evidencia características desta última fase, permanecendo a dúvida sobre a sua real existência no século IV ou, mais tarde, no momento em que Silves foi capital de um reino islâmico.
Será natural equacionarmos a existência de uma ponte romana neste local, não só pelo facto de a cidade ser um local de encontro de vias e ter já alguma importância nessa época - a ponto de a sua estrutura urbana intra-muros evidenciar a adequação a um cardus e a um decumanus (GOMES, 2002, p.93) -, como por alguns indícios materiais relevantes: Maria Luísa Estácio da Veiga identificou parcelas de opus signinum na margem Norte do rio, junto à ponte, o que constitui um indicador precioso de uma primitiva organização desta zona, com probabilidade associada a uma ponte.
São muito escassas as informações nos séculos posteriores. Alguns historiadores, colocados perante o estatuto de Silves como capital de um reino islâmico medieval, atribuíram aos séculos X-XII a construção da ponte, obra de prestígio, de requinte e de apurada engenharia, só possível pela estabilidade e desenvolvimento que uma "capital" poderia transmitir. Mas em 1189, na altura da primeira conquista da cidade por D. Sancho I, o cruzado que acompanhou as tropas e que posteriormente relatou o feito, não refere a existência de qualquer ponte, elemento por demais importante para, caso existisse, ser obviamente mencionado.
Assim, não é ao período de domínio islâmico - nem tão pouco ao século XIII, quando a cidade foi (re)conquistada e se tornou sede do reino cristão do Algarve e sede de bispado - que devemos atribuir a actual ponte. Ela datará já do século XV, em particular do reinado de D. Afonso V. Com efeito, se nas primeiras décadas de Quatrocentos é possível traçar um quadro relativamente decadente da cidade, com a Sé ainda por concluir e as populações a deslocarem-se para o litoral - seguindo o rumo das próprias autoridades políticas que preferiram fixar-se em Lagos e Portimão -, no reinado do Africano testemunha-se uma renovada atenção pela velha capital do Barlavento. Em 1471, depois do triunfo de Arzila, D. Afonso V entrou em Silves, onde foi acolhido com entusiasmo. Dois anos depois, nas cortes de Leiria, os procuradores da cidade manifestavam o seu regozijo pela conclusão das obras na Sé e na ponte sobre o rio Arade (DOMINGUES, 2ªed., 2002, p.40). Neste sentido, a obra da ponte deverá datar deste período, sintomaticamente o último capítulo de fulgor da outrora capital islâmica.
As características da ponte parecem confirmar esta cronologia tardia. Originalmente, compunha-se de seis arcos (um dos quais foi suprimido aquando da construção da Avenida Marginal) de volta perfeita, intercalados por talhamares maioritariamente piramidais de tripla face e elevados até à altura das guardas, hoje suprimidos em alguns pilares. O tabuleiro é em cavalete ligeiro, apesar da sensação geral de horizontalidade, que alguns autores entenderam ser indício de romanidade. O facto de alguns silhares da estrutura serem siglados, porém, é mais um argumento que afasta essa hipótese.
No século XVII, as informações relativas à ponte indicam que ela estava muito degrada. É natural que, ao longo dos tempos, tenha recebido beneficiações, de carácter utilitário e imediato e não estilisticamente relevantes. Em 1950, com a construção da nova ponte rodoviária sobre o Arade, ela tornou-se num espaço pedonal de lazer, associado, posteriormente, à zona ajardinada da marginal, assumindo, a partir de então e até hoje, o estatuto de monumento-símbolo do passado de Silves.
PAF
Diploma de Classificação
Portaria n.º 330/2020, DR, 2.ª série, n.º 65, de 1-04-2020 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 9-10-2019 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 118/2019, DR, 2.ª série, n.º 123, de 1-07-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 29-03-2019 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 20-03-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 1-08-2018 da DRC do Algarve para a classificação como MIP
Anúncio n.º 71/2016, DR, 2.ª série, n.º 34, de 18-02-2016 (ver Anúncio)
Despacho de 23-11-2015 do Secretário de Estado da Cultura a aprovar a abertura de novo procedimento de classificação de âmbito nacional
Despacho de concordância de 19-11-2015 do diretor-geral da DGPC
Edital N.º 51 de 4-06-2015 da CM de Silves (divulga a abertura do procedimento de classificação como MIM)
Proposta de 5-11-2015 da DRC do Algarve para a abertura de novo procedimento de classificação de âmbito nacional da Ponte Velha de Silves
Deliberação de 23-07-2014 da CM de Silves a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM
Despacho de 27-02-2014 do diretor-geral da DGPC. sobre parecer jurídico, a considerar o procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (só prevê a prorrogação de procedimentos de âmbito nacional) (ver Diploma)
Devolvido à DRC do Algarve em 14-02-2011 para preparar proposta de ZEP
Parecer de 9-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Novo parecer de 3-03-2005 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como VC
Nova proposta de 4-03-2003 da DR de Faro do IPPAR para a classificação como IIP
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a manter a proposta de classificação como VC
Despacho de abertura de 27-05-2002 do vice-presidente do IPPAR
Informação favorável de 20-05-2002 da DR de Faro do IPPAR
Proposta de 23-10-2001 da CM de Silves para a classificação como IIP
Despacho de homologação de 18-05-1978 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 12-05-1978 da COISPCN a propor a classificação da Ponte de Silves como VC
Processo iniciado em 1-10-1975 na DGAC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Portaria n.º 330/2020, DR, 2.ª série, n.º 65, de 1-04-2020 (com restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 9-10-2019 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 118/2019, DR, 2.ª série, n.º 123, de 1-07-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 29-03-2019 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 20-03-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 1-08-2018 da DRC do Algarve
Sem efeito, por força do procedimento de classificação ter caducado
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 12-03-2012 da DRC do Algarve
Afectação 181501
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Silves / Silves
Largo Coronel Figueiredo
Silves -
Polícia:
LATITUDE
37.186769
LONGITUDE
-8.438207
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1189
1189, na altura da primeira conquista da cidade por D.
1471
1471, depois do triunfo de Arzila, D.
1950
1950, com a construção da nova ponte rodoviária sobre o Arade, ela tornou-se num espaço pedonal de lazer, associado, ...
1975
1975 na DGAC Monumento emblemático da cidade de Silves, a ponte sobre o rio Arade tem sido uma das mais debatidas pon...
1978
1978 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 12-05-1978 da COISPCN a propor a classificação da Ponte de Silves ...
2001
2001 da CM de Silves para a classificação como IIP Despacho de homologação de 18-05-1978 do Secretário de Estado da C...
2002
2002 do vice-presidente do IPPAR Informação favorável de 20-05-2002 da DR de Faro do IPPAR Proposta de 23-10-2001 da ...
2003
2003 da DR de Faro do IPPAR para a classificação como IIP Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a mant...
2005
2005 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como VC Nova proposta de 4-03-2003 da DR de Faro do IPP...
2009
2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (só prevê a prorrogação de procedimentos de âmbito nacional) (ver Diploma)...
2011
2011 para preparar proposta de ZEP Parecer de 9-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classifica...
2014
2014 da CM de Silves a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM Despacho de 27-02-2014 do dire...
2015
2015 do Secretário de Estado da Cultura a aprovar a abertura de novo procedimento de classificação de âmbito nacional...
2016
2016, DR, 2.ª série, n.º 34, de 18-02-2016 (ver Anúncio) Despacho de 23-11-2015 do Secretário de Estado da Cultura a ...
2018
2018 da DRC do Algarve para a classificação como MIP Anúncio n.º 71/2016, DR, 2.ª série, n.º 34, de 18-02-2016 (ver A...
2019
2019 da diretora-geral da DGPC Anúncio n.º 118/2019, DR, 2.ª série, n.º 123, de 1-07-2019 (ver Anúncio) Despacho de c...
2020
2020, DR, 2.ª série, n.º 65, de 1-04-2020 (ver Portaria)Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 9-10...
2
IMAGENS
8
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses ALMEIDA, João de Edição 1948 Lisboa
"O al Garbe", 90 séculos entre a serra e o mar, pp.431-447 TORRES, Cláudio Edição 1997
"Os caminhos da serra e do mar", 90 séculos entre a serra e o mar, pp.311-325 MANTAS, Vasco Gil Edição 1997 Lisboa
Pontes romanas de Portugal PINTO, Paulo Mendes Edição 1999 Lisboa
"A ponte «velha»", Monumentos, nº23, pp.62-67 BERNARDES, João Pedro, GONÇALVES, Maria João Edição 2005 Lisboa
Silves. Guia turístico da cidade e do concelho DOMINGUES, José Domingos Garcia Edição 2002 Silves
Silves. Guia turístico DOMINGUES, José Domingos Garcia Edição 1958 Silves
Corografia ou memoria economica, estadistica, e topografica do reino do Algarve LOPES, João Baptista da Silva Edição 1841 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Imóvel denominado "Casas Grandes"
Imóvel denominado "Casas Grandes"

Silves

Ver Ficha
Casa Oitocentista da Rua José Estêvão
Casa Oitocentista da Rua José Estêvão

Silves

Ver Ficha
Forno da Cooperativa
Forno da Cooperativa

Silves

Ver Ficha
Poço-cisterna árabe de Silves
Poço-cisterna árabe de Silves

Silves

Ver Ficha