A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ruínas do teatro romano dedicado a Nero

Arqueologia / Teatro

Designação
Designação Atual
Ruínas do teatro romano dedicado a Nero
Outras Designações
Museu do Teatro Romano / Ruínas do Teatro Romano dedicado a Nero (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Teatro
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Sítio
As ruínas do teatro romano de Lisboa situam-se no centro histórico da cidade, na encosta do Castelo de S. Jorge, surgindo semi-soterradas a cerca de 8 metros de profundidade. As construções à cota mais baixa correspondem, também, às áreas que melhor se conservaram por terem sido escavadas nos afloramentos da colina, ao mesmo tempo que aproveitaram o seu declive natural.
Construído no período do Imperador Augusto, nos primeiros anos do século I, restam dessa fase vários elementos decorativos (capitéis, cornijas, bases, fustes) e parte da sua estrutura. Durante a época de Nero, nomeadamente em 57 d. C., o teatro sofre uma remodelação, essencialmente ornamental, sendo marmorizada a sua parte central com a repavimentação da orchaestra e renovação do proscaenium e do pulpitum calculando-se que teria tido capacidade para cerca de 4000 espectadores. Hoje é possível ver a orchestra de planta semicircular, ainda com alguns vestígios do antigo pavimento em mosaico e toda a infra-estrutura do palco observando-se, igualmente, o piso em opus signinum do hyposcaenium, assim como os pilares paralelepipédicos sobre os quais assentavam as traves de madeira que suportavam o pulpitum. Com as obras de remodelação em 57 d. C., dá-se também a renovação da decoração com um embelezamento geral do teatro, mas mantendo a ordem decorativa original jónica da qual ainda hoje se podem ver algumas colunas, fustes e capiteis.
O teatro começa a ser desmantelado no século V/VI, sucedendo-se a este abandono, e durante os séculos seguintes, uma progressiva ocultação das estruturas.
Importa ainda referir as imponentes estruturas identificadas no interior do atual museu, correspondentes ao porticus post scaenam do teatro. O espólio encontrado neste importante sítio arqueológico indicam uma ocupação continuada do local não só durante o período romano. Entre o espólio exumado destacam-se as lucernas, os vários tipos de ânforas, fragmentos de sigillatas tardias, loiça de cozinha em cerâmica comum e vidrada, loiça brunida, fragmentos de majólica, azulejos, vidros e porcelana do século XVIII.

História
O Teatro Romano de Lisboa foi descoberto por volta de 1798 quando, um pouco por toda a cidade, se procedia à abertura de caboucos com o objetivo de reconstruir a cidade duramente afetada pelo terramoto de 1755. O arquiteto Francisco Xavier Fabri, responsável por várias obras na cidade, ao ficar ao corrente desta descoberta, procedeu a escavações no local efetuando, simultaneamente, um levantamento gráfico pormenorizado do estado de conservação do teatro de Olisipo. Este registo, de uma importância extraordinária, mostra algumas áreas do monumento que, na altura, estavam praticamente intactas como o muro do proscaenium bem como outras estruturas que foram depois destruídas sendo as suas pedras reaproveitadas para a construção de novos edifícios, nomeadamente os que se ergueram por cima das ruínas, resultando no desaparecimento progressivo do monumento. Apenas em 1964 o teatro voltará a ser descoberto por Fernando de Almeida, procedendo Irisalva Moita às primeiras escavações com fins científicos na área entre o hyposcaenium e a imma cavea . Nos anos 80 o local é novamente alvo de escavações arqueológicas tendo Câmara Municipal de Lisboa criado, em 1989, o "Gabinete Técnico do Teatro Romano", dando seguimento a diversas campanhas arqueológicas que permitiram determinar, com maior rigor, a área de ocupação do teatro. Mais tarde foi também desenvolvido um extenso projeto de valorização e musealização do espaço, resultando hoje no mais importante "Museu de Sítio" da cidade, núcleo este que integra exposições distribuídas por dois edifícios de distintas épocas, um setecentista e outro já dos finais do séc. XIX .

Maria Ramalho/DGPC/2019.
Diploma de Classificação
Anúncio n.º 18/2022, DR, 2.ª série, n.º 29, de 10-02-2022 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 15-12-2021 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 22-09-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 13-11-2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a alteração dos limites da classificação e a reclassificação como MN
Anúncio n.º 216/2019, DR, 2.ª série, n.º 243, de 18-12-2019 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 12-06-2019 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 23-03-2019 do Departamento dos Bens Culturais para a abertura de procedimento de ampliação e reclassificação como MN
Em 9-08-2018 o requerente enviou nova documentação
Em 5-07-2018 foi solicitado ao requerente o envio de elementos adicionais e uma melhor explicitação do requerido
Requerimento de 18-05-2018 do Museu de Lisboa/Teatro Romano para a classificação do Museu de Lisboa - Teatro Romano
Decreto n.º 47 984, DG, I Série, n.º 233, de 6-10-1967 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 1-09-1967
Parecer den21-07-1967 da 1.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de 8-06-1967 da CM de Lisboa para a classificação como VC
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP Anúncio n.º 18/2022, DR, 2.ª série, n.º 29, de 10-02-2022 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 15-12-2021 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 22-09-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 13-11-2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para que se mantenha a ZEP existente
Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Portaria de 28-02-1969, publicada no DG, II Série, n.º 71, de 25-03-1969 (com restrição)
Afectação 12737527
Localização
Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior
Pátio do Aljube
Lisboa -
Polícia: 5
LATITUDE
38.7106
LONGITUDE
-9.132496
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1755
1755.
1798
1798 quando, um pouco por toda a cidade, se procedia à abertura de caboucos com o objetivo de reconstruir a cidade du...
1964
1964 o teatro voltará a ser descoberto por Fernando de Almeida, procedendo Irisalva Moita às primeiras escavações com...
1967
1967 (ver Decreto) Despacho de homologação de 1-09-1967 Parecer den21-07-1967 da 1.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a...
1989
1989, o "Gabinete Técnico do Teatro Romano", dando seguimento a diversas campanhas arqueológicas que permitiram deter...
2018
2018 o requerente enviou nova documentação Em 5-07-2018 foi solicitado ao requerente o envio de elementos adicionais ...
2019
2019, DR, 2.ª série, n.º 243, de 18-12-2019 (ver Anúncio) Despacho de abertura de 12-06-2019 da diretora-geral da DGP...
2020
2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a alteração dos limites da classificação e a reclassificação com...
2021
2021 do diretor-geral da DGPC Parecer favorável de 22-09-2021 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 13-...
2022
2022, DR, 2.ª série, n.º 29, de 10-02-2022 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 15-12-2021 do diretor-geral da D...
0
IMAGENS
15
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"Relatório dos trabalhos arqueológicos no teatro romano 1967-1969" MOITA, Irisalva Nóbrega Edição 1969 Lisboa
Dissertação Crítico-Filológico-Histórica Sobre o verdadeiro anno, manifestas causas, e attendiveis circumstancias da erecção do Tablado e Orquestra do antigo Theatro Romano, descoberto na excavação da Rua de São Mamede perto do Castelo desta Cidade, AZEVEDO, Luís António Edição 1815 Lisboa
"Ocupação baixo medieval do teatro romano de Lisboa: a propósito de uma estrutura hidráulica cerâmicas vidradas e esmaltadas", vol. 10, p. 159-183. MARQUES, António, TORRES, Andreia, FERNANDES, Lídia Edição 2008 Porto
"Entre o teatro romano e a Sé de Lisboa: evolução urbanística e marcos arquitectónicos da antiguidade à reconstrução pombalina". In Revista de História de Arte, Volume 11, p. 19-33. ALMEIDA, Rita Fragoso, LOUREIRO, José Carlos, FERNANDES, Lídia Edição 2014 Lisboa
"Museu de Lisboa - Teatro Romano: um equipamento dedicado à História da cidade". In Revista Al-Madan, II série (20), p. 229-231. MONTEIRO, Joana Sousa, FERNANDES, Paulo Almeida Edição 2016 Almada
"Notícia sobre o teatro de Nero, em Lisboa".vol. 5, p. 561 ALMEIDA, D. Fernando de Edição 1966 Porto
"Os Capitéis Romanos do Teatro de <i>Olisipo</i>", Miscellanea em Homenagem ao Professor Bairrão Oleiro RIBEIRO, Maria Antonieta Brandão S. Edição 1996 Lisboa
"Escavando entre papéis: sobre a descoberta, primeiros desaterros e destino das ruínas do teatro romano de Lisboa".Vir bonus peritissimus aeque. Estudos de homenagem a Arnaldo do Espírito Santo. p. 389-409. FABIÃO, Carlos Jorge Soares Edição 2013 Lisboa
"Entre a Antiguidade Tardia e a Época Visigótica: novos dados sobre a decoração arquitectónica na cidade de Lisboa". In Revista Portuguesa de Arqueologia, nº 17, p. 225-243. FERNANDES, Paulo Almeida, FERNANDES, Lídia Edição 2014 Lisboa
"O teatro de Lisboa: intervenção arqueológica de 2001". In MÁRQUEZ MORENO, Carlos; VENTURA VILLANUEVA, Ángel, eds. - Jornadas sobre teatros romanos en Hispania. Actas del Congreso Internacional de Cordoba, 12 a 15 de nov. de 2002. p. 181-204. FERNANDES, Lídia Edição 2006 Cordoba
"Teatro romano de Lisboa: os caminhos da descoberta e os percursos da investigação arqueológica". Revista Al-Madan, Vol. 15, p. 27-39. FERNANDES, Lídia Edição 2007 Almada
"O museu do teatro romano (Lisboa): um teatro, um museu e um projecto de investigação". Arqueologia & História, vol. 64-65, p. 109-123. FERNANDES, Lídia Edição 2013 Lisboa
"Museu do Teatro Romano (2001-2013): Balanço de uma década de intervenção e novos projectos para o espaço museológico". Revista Al-Madan, IIª série, p. 51-62. FERNANDES, Lídia Edição 2013 Almada
"Teatro romano de Olisipo: a marca do novo poder romano". In Arqueologia em Portugal - 150 anos, p. 765-773. FERNANDES, Lídia Edição 2013 Lisboa
"Museu de Lisboa - Teatro Romano: um museu e um monumento romano na cidade." In I Encontro de Arqueologia Urbana: uma cidade em escavação (Teatro Aberto, 26-28 novembro 2015), p. 193-211. FERNANDES, Lídia Edição 2017 Lisboa

Galeria de Imagens

Sem Imagens

Não foram encontradas imagens para este registo.

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Sé de Lisboa
Sé de Lisboa

Lisboa

Ver Ficha
Casa de Brás de Albuquerque (casa dos Bicos), fachada
Casa de Brás de Albuquerque (casa dos Bicos), fachada

Lisboa

Ver Ficha
Igreja de Santo António de Lisboa e sacristia
Igreja de Santo António de Lisboa e sacristia

Lisboa

Ver Ficha
Sítio arqueológico «Termas dos Cássios»
Sítio arqueológico «Termas dos Cássios»

Lisboa

Ver Ficha