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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Casa de Brás de Albuquerque (casa dos Bicos), fachada

Arquitectura Civil / Casa

Designação
Designação Atual
Casa de Brás de Albuquerque (casa dos Bicos), fachada
Outras Designações
Casa dos Bicos / Casa de Brás de Albuquerque / Fachada da Casa dos Bicos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Casa
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Casa dos Bicos é um dos raros exemplares da arquitectura renascentista que subsistiu da Lisboa manuelina. Foi mandada edificar por Brás de Albuquerque, cortesão de reconhecida e esmerada cultura humanista, devendo-se também ao seu patrocínio a construção da magnífica Quinta da Bacalhôa.
Em 1521 Brás de Albuquerque integrou a comitiva real que conduziu a Infanta D. Beatriz, filha de D. Manuel, a Itália para seu o casamento com o duque Carlos III de Sabóia; aí, o conselheiro do Venturoso terá contactado com os modelos eruditos da arquitectura renascentista italiana. Ao voltar a Portugal, cerca de 1523, mandou erguer nos terrenos fronteiros à Ribeira Velha e à Alfândega que haviam pertencido ao vice-rei Afonso de Albuquerque, seu pai, um edifício inspirado nos palácios dei diamanti italianos, com loja, sobreloja e dois andares nobres, havendo alguns autores que atribuem a obra ao arquitecto régio Francisco de Arruda.
A estrutura original ficou bastante danificada devido ao terramoto de 1755 e ao incêndio que se lhe seguiu. A fachada principal, que ficava virada à actual Rua Afonso de Albuquerque, caiu, e os dois andares cimeiros de todo o edifício ruíram. Em 1772 o edifício foi parcialmente reconstruído, mas a estrutura quinhentista ficou irremediavelmente alterada. Ao longo do século XIX a casa sofreu as mais variadas vicissitudes, chegando a ser utilizada como armazém de bacalhau por largas dezenas de anos.
Cerca de 1960 a Câmara de Lisboa adquiriu a Casa dos Bicos, contratando em 1968 o arquitecto Raul Lino para executar um projecto de adaptação do espaço a museu. No entanto, a obra foi adiada, e somente em 1981 foi desenhado o plano de recuperação da Casa dos Bicos, pela mão do arquitecto Santa Rita. O espaço foi então adaptado às novas funções museológicas, sendo acrescentados ao edifício os dois andares que perdera com o terramoto. A fachada foi reconstruída segundo imagens antigas de Lisboa que mostram a estrutura original da casa de Brás de Albuquerque.
De planta rectangular, o edifício distingue-se pela sua invulgar fachada, em que o aparelho de pontas de diamante de gosto renascentista - que originou a designação popular de Casa dos Bicos - se conjuga com as janelas contemporâneas inspiradas na linguagem decorativa manuelina, cuja distribuição irregular imprime ritmo à fachada. No piso térreo foram abertas portas de moldura regular com diferentes dimensões. A disposição original do espaço interior foi profundamente alterada para poder albergar os núcleos de museologia.
Entre 1986 e 2002 o edifício albergou a extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Actualmente, é a sede da Fundação José Saramago.
Catarina Oliveira
DGPC, Julho de 2012
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Despacho de 18-10-2011 do director do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lsboa para a ZEP conjunta do castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Portaria de 21-08-1961, publicada no DG, II Série, n.º 213, de 11-09-1961 (sem restrições) (ZEP da Sé de Lisboa, do portal principal da Igreja da Madalena, das Lápides das Pedras Negras, da Igreja da Conceição Velha, da Casa de Brás de Albuquerque e da Igreja de Santo António de Lisboa)
Despacho de homologação de 18-07-1961
Parecer (favorável) de 9-06-1961 da 1.ª Sub-Secção da 6.ª Secção da JNE
Proposta de 7-01-1961 da DGEMN
Afectação 181701
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior
Rua dos Bacalhoeiros
Lisboa -
Polícia: 10-10 F
Rua Afonso de Albuquerque
Lisboa -
Polícia: 9-11
LATITUDE
38.709043
LONGITUDE
-9.132696
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1521
1521 Brás de Albuquerque integrou a comitiva real que conduziu a Infanta D.
1523
1523, mandou erguer nos terrenos fronteiros à Ribeira Velha e à Alfândega que haviam pertencido ao vice-rei Afonso de...
1755
1755 e ao incêndio que se lhe seguiu.
1772
1772 o edifício foi parcialmente reconstruído, mas a estrutura quinhentista ficou irremediavelmente alterada. A
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A Casa dos Bicos é um dos raros exemplares da arquitectura renascentis...
1960
1960 a Câmara de Lisboa adquiriu a Casa dos Bicos, contratando em 1968 o arquitecto Raul Lino para executar um projec...
1968
1968 o arquitecto Raul Lino para executar um projecto de adaptação do espaço a museu. No
1981
1981 foi desenhado o plano de recuperação da Casa dos Bicos, pela mão do arquitecto Santa Rita. O
1986
1986 e 2002 o edifício albergou a extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Act
2002
2002 o edifício albergou a extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Act
2012
2012
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IMAGENS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
História da Arte em Portugal - O Renascimento, vol. 6 MARKL, Dagoberto, PEREIRA, Fernando António Baptista Edição 1986 Lisboa
A Obra Silvestre e a Esfera do Rei PEREIRA, Paulo Edição 1990 Coimbra
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa ATAÍDE, M. Maia Edição 1988 Lisboa

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