Muralhas e fossos da cidade de Évora [não classificados anteriormente] / Muralhas e Fortificações de Évora / Sistema Fortificado de Évora (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Muralha
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A revolução militar proporcionada pela descoberta da pólvora obrigou à redefinição das estruturas defensivas herdadas da Idade Média. Das muitas cidades e vilas portuguesas que durante o século XVI foram objecto de obras, a cidade de Évora viu o seu espaço extra-muros substancialmente transformado, adquirindo uma fisionomia marcadamente militar, de acordo com as novas exigências derivadas do uso sistemático de armas de fogo.
Em 1518 D. Manuel I deu início à construção do Castelo Novo, segundo um projecto de Diogo de Arruda. Concluído sete anos mais tarde, este castelo instituiu-se como verdadeira cidadela militar, facto que não impediu, no entanto, as sucessivas transformações e actualizações ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII.
Mas a verdadeira mutação da fisionomia militar de Évora surgiu nos meados do século XVII, altura em que D. João IV encarregou Carlos Lassart, engenheiro-mor do reino, para examinar o estado da fortaleza. Produto da Restauração, as dificuldades económicas por que o reino passou nesses anos, levou a que o ínicio das obras demorasse algum tempo. Assim, foi apenas na década de 60 que se reuniram as condições para empreender a obra, sendo o projecto, ao que tudo indica, atribuível a Luís Serrão Pimentel.
Como sistema defensivo moderno, o plano desenvolveu-se com doi sobjectivos fundamentais: por um lado, reforçar a antiga cinta medieval, com junção de alguns fossos e baluartes menores; por outro, proceder a uma defesa activa da cidade, com uma rede de fortes mais distantes mas suficientemente perto uns dos outros e em contacto com o burgo. Deste duplo objectivo resultou a construção dos baluartes de Nossa Senhora de Machede (o primeiro a ser construído), dos Apóstolos ou o do Príncipe, e os fortes de Santo António e dos Penedos.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 11 773, DG, I Série, n.º 135, de 25-06-1926 (ver Decreto)
Évora / Évora / Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão)
-- Muralhas de Évora (ao longo de todo o percurso)
Évora -
Polícia:
LATITUDE
38.566848
LONGITUDE
-7.908571
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1518
1518 D.
1926
1926 (ver Decreto) A revolução militar proporcionada pela descoberta da pólvora obrigou à redefinição das estruturas ...
4
IMAGENS
4
BIBLIOGRAFIAS
Acesso Móvel
Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta
ficha no
imediato.
Partilhar Património
Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I)
ESPANCA, Túlio
Edição
1966
Lisboa
"Muralhas de Évora", Actas das Jornadas Inter e Pluridisciplinares, Lisboa, Universidade Aberta, 1993/94
BALESTEROS, Carmen, MIRA, Élia
Edição
O recinto amuralhado de Évora
LIMA, Miguel Pedroso de
Edição
1996
"As muralhas de Évora: Aspectos Problemáticos do Sistema Defensivo", A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (2ª Série), nº 2, 1996, pp. 67 - 84