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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja de São Francisco

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja de São Francisco
Outras Designações
Convento de São Francisco de Évora (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A construção do convento de São Francisco de Évora remonta a meados do século XIII, depois de instalada a Ordem nesta cidade por volta de 1326 (ESPANCA, 1993, p.49). Desse primeiro impulso construtivo resta o portal Norte, com três arquivoltas inscrito num gablete, um formulário estilístico que se filia no Gótico inicial do ciclo de Santarém e das igrejas paroquiais da Estremadura de inícios do século XIV.
Um pouco depois de terminada esta primeira igreja, deu-se início à construção do claustro, também ele muito modificado nos séculos seguintes. Foi uma obra patrocinada pelo comendador da Ordem de Santiago, D. Fernando Afonso de Morais, e dirigida por Mestre João de Alcobaça, "muito provavelmente um artista educado naquela vila e certamente no estaleiro cisterciense" (DIAS, 1994, p.147).
A actual igreja do convento de São Francisco data do século XV, mais propriamente do reinado de D. Afonso V, na medida em que está documentada a acção de Mestre Pero à frente do estaleiro em 1443. No entanto, o processo construtivo foi bastante mais lento, tendo-se arrastado as obras durante muito tempo e arrancando definitivamente apenas na década de 70.
À primeira fase corresponde a capela-mor e os braços do transepto, espaços definidos a partir da experiência da igreja da Conceição de Beja (PEREIRA, 1995, vol. II, p.35). Posteriormente, as dificuldades de abobadamento da nave e as deficiências orçamentais para a sua continuidade determinaram um período de paragem, apenas retomado já no reinado de D. Manuel.
Nestes princípios do século XVI, aproveitaram-se materiais da primitiva construção gótica e reforçaram-se as paredes da nave com contrafortes interiores, sintoma claro da desconfiança dos novos arquitectos em relação ao lançamento da abóbada. Nesta altura, conhecemos relativamente bem os arquitectos envolvidos, nomeadamente Afonso Pallos, um andaluz que trabalhou na Catedral de Sevilha e que terá sido o responsável pela introdução dos elementos mudejares na obra eborense (PEREIRA, 1995, vol. II, p.36), e Martim Lourenço, arquitecto militar também envolvido na construção do Palácio Real de Évora.
A divisão tripartida dos alçados das naves, o duplo portal principal separado por mainel torso - em cujo tímpano se ostentaram as armas de D. João II e de D. Manuel - e o inédito nartex - adossado à fachada principal e com quatro arcos de ferradura a ladear um aco central de volta perfeita - marcam singularmente este edifício como uma das mais importantes obras góticas do nosso país. Um estatuto estilístico único explicado ainda pelo canal de influência Portugal-Catalunha amplamente referido por José Custódio Vieira da Silva (SILVA, 1989) e que teve continuidade regional nas opções planimétricas de outros templos da cidade e do concelho, como São Bento de Cástris ou a igreja Matriz de Borba.
No Convento quinhentista trabalharam alguns dos mais importantes artistas do país, destacando-se as campanhas retabulares dirigidas pelo pintor Francisco Henriques. Diogo de Arruda e Diogo de Torralva também estiveram presentes à frente de obras de arquitectura, assim como Nicolau de Chanterenne, Olivier de Gand e Garcia Fernandes em outras encomendas de escultura e de pintura.
No século XVIII o esplendor barroco também se fez sentir, na talha dourada de Lisboa (composição do entalhador Manuel Nunes da Silva datada de 1727), no revestimento azulejar de paredes a cargo de Oliveira Bernardes e, anteriormente, de Gabriel del Barco, ou no tecto que Bacarelli pintou para a capela da Ordem Terceira.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP n/a
Afectação 9914629
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Évora / Évora / Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão)
Largo 1.º de Maio
Évora -
Polícia:
LATITUDE
38.568905
LONGITUDE
-7.908768
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1326
1326 (ESPANCA, 1993, p.49).
1443
1443.
1727
1727), no revestimento azulejar de paredes a cargo de Oliveira Bernardes e, anteriormente, de Gabriel del Barco, ou n...
1910
1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto) A construção do convento de São Francisco de Évora remonta a meados do...
1989
1989) e que teve continuidade regional nas opções planimétricas de outros templos da cidade e do concelho, como São B...
1993
1993, p.49).
1994
1994, p.147).A actual igreja do convento de São Francisco data do século XV, mais propriamente do reinado de D. A
1995
1995, vol.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A arquitectura gótica portuguesa DIAS, Pedro Edição 1994 Lisboa
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A Arquitectura Manuelina DIAS, Pedro Edição 1988 Porto
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
O Tardo-Gótico em Portugal, a Arquitectura no Alentejo SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1989 Lisboa
"As grandes edificações", História da Arte Portuguesa, vol. II, pp.11-113 PEREIRA, Paulo Edição 1995 Lisboa
Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1966 Lisboa
Évora ESPANCA, Túlio Edição 1993 Lisboa
A Arquitectura do Renascimento em Portugal HAUPT, Albrecht Edição 1986 Lisboa
A Arquitectura Gótica em Portugal CHICÓ, Mário Tavares Edição 1981 Lisboa
El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la epoca manuelina PEREZ EMBID, Florentino Edição 1955 Madrid
O Convento e a Igreja de São Francisco MONIZ, Manuel Carvalho Edição 1959
Análise Preliminar das Anómalias Verificadas na Igreja de S. Francisco em Évora Laboratório Nacional de Engenharia Civil Edição 1997
Relatório da Intervenção na Pintura da Abóbada Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra Edição 1998
Relatório da Intervenção na Pintura do Portal da Sala do Capítulo Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra Edição 1998
Análise Estrutural da Abóbada da Igreja de S. Francisco em Évora - Relatório do ICIST AZEVEDO, João; GAGO, António; LAMAS, António Edição 2001
"Igreja e Convento de São Francisco de Évora: A sua conservação", A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (2ª Série), nº 6, 2002, pp. 113 - 139 TERENO, Maria do Céu Simões Edição 2002 Évora

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Paços de Évora (restos)
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Frontaria da igreja da Graça
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Igreja de São Vicente, incluindo todo o seu recheio, nomeadamente as pinturas a fresco e em tábua, o retábulo, o altar de talha e os azulejos
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Muralhas e fossos da cidade de Évora
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