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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Paço Ducal de Vila Viçosa

Arquitectura Civil / Paço

Designação
Designação Atual
Paço Ducal de Vila Viçosa
Outras Designações
Palácio dos Duques de Bragança / Museu Biblioteca da Casa de Bragança (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Paço
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Foi no início do século XVI que D. Jaime I, 4º Duque de Bragança, decidiu edificar um novo paço em Vila Viçosa, que substituísse o espaço que habitava no castelo da vila. Situado na Horta do Reguengo, fora dos muros do aglomerado urbano medieval, o novo palácio implementava-se num local "caracterizado por extensos olivais e por abundância de água", apresentando algumas semelhanças com as casas senhoriais da região, como a Sempre Noiva ou o Paço de Alvito (TEIXEIRA, 1997, pp. 8-9).
Segundo Rafael Moreira, este primeiro edifício, edificado e decorado segundo um gosto manuelino, foi remodelado pelo duque D. Teodósio cerca de 1535, num projecto que incluía também a praça fronteira, bem como os edifícios religiosos adjacentes, num "conjunto pensado como um todo" (MOREIRA, 1997, p. 50).
O paço ducal adoptou então uma linguagem classicista, bem patente na fachada com "janellas lavradas ao modo antiguo Romano", num modelo inspirado no Paço da Ribeira de Lisboa (Idem, ibidem, p. 51).
No final do século XVI, o duque D. Teodósio II patrocinou novas obras de ampliação do palácio por ocasião do seu casamento com D. Ana Velasco, sendo acrescentado um novo corpo a sul do paço velho, designado na época como Cazas Novas (TEIXEIRA, 1997, p. 11). O projecto desta obra foi executado por Nicolau de Frias, arquitecto régio, cujas traças desenhadas para o "reordenamento global da fachada" lhe conferiram a sua feição actual (Idem, ibidem). A direcção da fábrica construtiva seria posteriormente entregue a Pedro Vaz Pereira e a Manuel Pereira Alvenéo, mestres arquitectos locais (Idem, ibidem).
A obra originou um edifício de grandes dimensões, com uma monumental fachada maneirista de dois registos, um de ordem toscana outro de ordem jónica, à qual foi acrescentado um terceiro piso em 1610.
Nestes primeiros anos do século XVII, o palácio recebia um erudito programa decorativo, considerado "um dos mais ricos acervos de pintura mural de fresco e têmpera que se encontra na paisagem artística portuguesa" (SERRÃO, 1997, p. 15). Este conjunto de pinturas, "maioritariamente fiel aos cânones estéticos do Maneirismo italianizante" estende-se pelas alas novas do paço ducal, nomeadamente a Galeria de D. Catarina, e os tectos das salas de Medusa e de David.
Estas composições, repletas de motivos de grutesco foram executadas entre 1600 e 1640 por diferentes pintores. A Tomás Luís, afamado pintor lisboeta, são atribuídos os tectos da Sala da Medusa e a gallerietta da duquesa D. Catarina, "duas notáveis decorações murais" (Idem, ibidem, p. 16). José de Avelar Rebelo pintaria os tectos da Câmara da Música do paço, uma obra já patrocinada pelo duque D. João, futuro rei D. João IV (idem, ibidem).
Depois da subida de D. João IV ao trono, o Paço de Vila Viçosa deixaria der ser a residência oficial dos Duques de Bragança, sendo no entanto utilizado pela Coroa para estadias sazonais. No reinado de D. João V, em 1716, o monarca ordenou que se realizassem novas obras no palácio, só terminadas ao tempo de D. José. O palácio voltaria a ser remodelado no final do século XIX, sendo então um dos locais preferidos pela Família Real para as suas temporadas fora da capital do reino.
Em meados do século XX, por disposição testamentária de D. Manuel II, foi criada a Fundação da Casa de Bragança, que passou a tutelar o Paço de Vila Viçosa, que a partir de então funciona como museu.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006
Diploma de Classificação
Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Despacho de 6-01-2014 da diretora-geral da DGPC a devolver o processo à DRC do Alentejo para reanálise
Proposta de 18-11-2013 da DRC do Alentejo para alteração da ZEP, no sentido de serem introduzidas restrições
Portaria n.º 527/2011, DR, 2.ª série, n.º 88, de 6-05-2011 (com ZNA) (como o Centro Histórico de Vila Viçosa não está classificado, fixou a ZEP conjunta dos imóveis classificados e em vias de classificação do centro histórico de Vila Viçosa e revogou o diploma anterior) (ver Portaria)
Portaria n.º 223/2010, DR, 2.ª série, n.º 57, de 23-03-2010 (fixou a ZEP conjunta do Centro Histórico de Vila Viçosa) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 12-06-2007 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 31-05-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de alteração de 21-02-2006 da DR de Évora
Portaria n.º 214/91, DR, II Série, n.º 157, de 11-07-1991 (ZEP do conjunto formado pelo Paço Ducal, Igreja dos Agostinhos e Igreja e Claustro do Convento das Chagas)
Afectação 182905
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Localização
Évora / Vila Viçosa / Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu
Terreiro do Paço
Vila Viçosa -
Polícia:
LATITUDE
38.783338
LONGITUDE
-7.422139
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1535
1535, num projecto que incluía também a praça fronteira, bem como os edifícios religiosos adjacentes, num "conjunto p...
1600
1600 e 1640 por diferentes pintores.
1610
1610.
1640
1640 por diferentes pintores.
1716
1716, o monarca ordenou que se realizassem novas obras no palácio, só terminadas ao tempo de D. J
1970
1970 (ver Decreto) Foi no início do século XVI que D. J
1997
1997, pp.
2006
2006
4
IMAGENS
23
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Arquitectura Manuelina DIAS, Pedro Edição 1988 Porto
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
A Arquitectura do Ciclo Filipino SOROMENHO, Miguel Edição 2009 Vila Nova de Gaia
"O <i>Parnaso pictórico</i>: Mitologia, fábula e alegoria moral nas decorações a fresco no paço de vila Viçosa (1550-1630)", Monumentos, nº 27, pp. 66-81 SERRÃO, Vítor Edição 2007 Lisboa
"A pintura fresquista à sombra do mecenato ducal (1600-1640)", Monumentos, nº 6, p. 14-21 SERRÃO, Vítor Edição 1997 Lisboa
Paços Medievais Portugueses SILVA, José Custódio Vieira da Edição 1995 Lisboa
Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 1900 Porto
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1978 Lisboa
Os azulejos do Paço de Vila Viçosa SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1946 Lisboa
Majólica italiana do Paço de Vila Viçosa SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1960 Lisboa
A corte literária dos duques de Bragança no Renascimento MATOS, Luís de Edição 1956 Lisboa
Evolução e revalorização do Reguengo e dos jardins do Paço Ducal de Vila Viçosa (Tese policopiada, Universidade de Évora) PERDIGÃO, José Manuel Caeiro Dores Edição 1994 Évora
O Paço Ducal de Vila Viçosa: sua arquitectura e suas colecções TEIXEIRA, José Edição 1983 Lisboa
"Uma «cidade ideal» em mármore. Vila Viçosa, a primeira corte ducal do Renascimento português", Monumentos, n.º 6 MOREIRA, Rafael Edição 1997 Lisboa
Memórias de Vila Viçosa, vol. IV ESPANCA, Pe. Joaquim da Rocha Edição 1987 Vila Viçosa
Mobiliário do Paço Ducal de Vila Viçosa GUIMARÃES, Alfredo Edição 1949 Lisboa
Os Jardins do Paço Ducal de Vila Viçosa LUCENA, Armando de, BELLO, António Burnay Edição 1955 Lisboa
Mantos régios e paramentos do paço ducal de Vila Viçosa GUEDES, Maria Natália Correia Edição 1990 Lisboa
Armaria do Paço Ducal de Vila Viçosa MONGE, Maria de Jesus Edição 2001 Lisboa
"Biblioteca e Arquivo do Paço Ducal de Vila Viçosa: visita de estudo", Boletim Cultural da Câmara Municipal. do Porto, vol. 17 FERREIRA, João Albino Pinto Edição 1955 Porto
"O Paço, passo a passo. A estratégia arquitectónica ducal (séculos XVII-XVIII)", Monumentos nº 6, pp. 8-13 TEIXEIRA, José de Monterroso Edição 1997 Lisboa
Cozinhas. Espaço e Arquitectura PEREIRA, Ana Marques Edição 2006 Lisboa
Paço dos Duques de Bragança - Castelhano Edição 1999 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

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Exploração Geográfica
Igreja e claustro do Convento das Chagas
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Paço do Bispo
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Igreja dos Agostinhos
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Casa de Fresco do Solar dos Sanches de Baena, também designada Nora dos Sanches de Baena
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