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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Paço do Bispo

Arquitectura Religiosa / Paço

Designação
Designação Atual
Paço do Bispo
Outras Designações
Paço do Bispo Deão / Paço dos Bispos Deões da Capela Real / Centro Cultural Popular Bento de Jesus Caraça / Paço do Bispo / Arquivo Municipal de Vila Viçosa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Paço
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Edificado cerca de 1542 por D. Joana de Mendonça, mulher de D. Jaime, 4º duque de Bragança, este paço serviu inicialmente como habitação particular. Esta casa senhorial, de traça maneirista, foi construída no centro da vila, numa época de plena renovação da vila ducal.
Em 1535, por ocasião das negociações do casamento da irmã do Duque, D. Isabel, com o Infante D. Duarte, irmão de D. João III, D. Teodósio, o 5.º duque de Bragança, patrocinou uma remodelação radical da corte de Vila Viçosa que transformou o palácio ducal, a fortaleza, a estrutura urbana da vila e o convento, baseada numa concepção "à italiana" que "(...) fez de Vila Viçosa o primeiro exemplo da Península (...) e, talvez, na Europa, de uma perfeita vila ducal renascentista." (MOREIRA,Rafael,1997,p.50).
O modelo estrutural primitivo do Paço dos Bispos, derivado dos pressupostos de sobriedade, linearidade e simetria da arquitectura civil maneirista, deu origem a uma habitação de cariz senhorial, com planta rectangular, disposta longitudinalmente, cuja fachada é marcada pela disposição simétrica das janelas, de diferentes tipologias aplicadas consoante o piso em que se inserem.
As fachadas laterais acompanham o mesmo ritmo da fachada principal, embora a simetria seja menos bem conseguida. A fachada posterior apresenta uma estrutura menos cuidada e erudita, possuindo uma arcada no piso térreo e uma galeria superior de dez tramos.
A disposição do espaço interior corresponde à disposição exterior. O primeiro piso alberga divisões de serviço, possuindo um salão de planta rectangular coberto por abóbada de nervuras que assenta sobre coluna central, um modelo muito utilizado na época em celeiros. Uma escadaria dá acesso ao piso superior.
O andar nobre divide-se por diversas salas, com tectos em estuque moldado, que apresentam vestígios das pinturas de brutesco executadas pelo pintor Tomás Luís cerca de 1602.
Depois da morte da duquesa D. Joana, o paço foi legado como dote a duas das suas filhas, religiosas no convento das Chagas de Vila Viçosa, e ao prior da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Sabe-se que originalmente foi edificado um passadiço entre o paço e o Convento das Chagas para que a duquesa pudesse visitar as filhas. A ponte foi destruída em 1580.
Cerca de 1586 D. Teodósio II adquiriu o paço, transformando-o em hospedaria da casa ducal, pelo que na centúria seguinte foram muitos os notáveis, próximos da Casa de Bragança, que ali se hospedaram.
Em 1743, D. João V destinou o paço a residência dos deões da Colegiada de São Jerónimo, sendo então realizadas diversas obras de transformação da estrutura, que lhe acrescentaram um novo espaço numa das extremidades.
Durante a Guerra Peninsular, o espaço foi ocupado pelo exército inglês, utilizado como quartel e hospital.
Em 1812 o paço foi restaurado, tornando-se residência do bispo de Olba. Com a extinção das ordens religiosas em 1834 o paço foi abandonado. No ano de 1853 o espaço foi posto ao serviço dos almoxarifes do Estado de Bragança.
Catarina Oliveira
DGPC/ Outubro de 2012
Diploma de Classificação
Portaria n.º 740-E/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 22-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 8895/2012, DR, 2.ª série, n.º 80, de 23-04-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de concordância de 15-12-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Parecer de 15-12-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Proposta de 26-04-2010 da DRC do Alentejo para a classificação como de IP
Despacho de abertura de 27-11-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 6-11-2009 da DRC do Alentejo para a abertura formal do procedimento de classificação
Ofício em 6-01-1984 à CM de Vila Viçosa a informar que o imóvel se encontra em vias de classificação
Proposta de classificação de 9-12-1983 da Fundação da Casa de Bragança
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

ZEP Despacho de 6-01-2014 da diretora-geral da DGPC a devolver o processo à DRC do Alentejo para reanálise
Proposta de 18-11-2013 da DRC do Alentejo para alteração da ZEP, no sentido de serem introduzidas restrições
Portaria n.º 527/2011, DR, 2.ª série, n.º 88, de 6-05-2011 (com ZNA) (como o Centro Histórico de Vila Viçosa não está classificado, fixou a ZEP conjunta dos imóveis classificados e em vias de classificação do centro histórico de Vila Viçosa e revogou o diploma anterior) (ver Portaria)
Portaria n.º 223/2010, DR, 2.ª série, n.º 57, de 23-03-2010 (fixou a ZEP conjunta do Centro Histórico de Vila Viçosa) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 12-06-2007 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 31-05-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 21-02-2006 da DR de Évora
Afectação 182905
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Localização
Évora / Vila Viçosa / Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu
Terreiro do Paço
Vila Viçosa -
Polícia:
LATITUDE
38.781879
LONGITUDE
-7.420849
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1535
1535, por ocasião das negociações do casamento da irmã do Duque, D. Isa
1542
1542 por D.
1580
1580.
1586
1586 D.
1602
1602.
1743
1743, D.
1812
1812 o paço foi restaurado, tornando-se residência do bispo de Olba. C
1834
1834 o paço foi abandonado.
1853
1853 o espaço foi posto ao serviço dos almoxarifes do Estado de Bragança. Ca
1983
1983 da Fundação da Casa de Bragança Edificado cerca de 1542 por D. Jo
1984
1984 à CM de Vila Viçosa a informar que o imóvel se encontra em vias de classificação Proposta de classificação de 9-...
1997
1997,p.50).
2009
2009 do director do IGESPAR, I.P.
2010
2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)Despacho de concordância de 15-12-2010 do director do IGESP...
2011
2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2....
2012
2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria) Relatório final do procedimento aprovado por ...
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I) ESPANCA, Túlio Edição 1978 Lisboa
"Uma «cidade ideal» em mármore. Vila Viçosa, a primeira corte ducal do Renascimento português", Monumentos, n.º 6 MOREIRA, Rafael Edição 1997 Lisboa
Memórias de Vila Viçosa, vol. IV ESPANCA, Pe. Joaquim da Rocha Edição 1987 Vila Viçosa

Galeria de Imagens

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Igreja e claustro do Convento das Chagas
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