A posição dominante do pequeno planalto onde se ergue a igreja ilustra a importância estratégica do local, tutelar sobre este importante sector do curso do rio Douro. Desde a proto-história que o sítio foi, por isso, ocupado, restando troços de muralha de um castro e registando-se o aparecimento de cerâmica romana tardia. Na Alta Idade Média, Eja foi sede do território de Anégia, documentado desde o século IX e activo administrativamente até às vésperas da nacionalidade (ALMEIDA e LOPES, 1981-82: 132; BARROCA, 1990-91: 118).
O actual templo românico é posterior a tudo isto e data presumivelmente do século XIII. Nesta altura, já há muito o centro decisório regional havia deixado Eja, o que explica, em parte, a modéstia da construção: templo de nave única e capela-mor quadrangular mais baixa e estreita que o corpo; alçados escassamente fenestrados e destituídos de pormenores decorativos relevantes; fachada principal de escassa volumetria, rasgada por portal de arco apontado a que se sobrepõe pequena fresta; arco triunfal igualmente apontado, decorado sumariamente com motivos geométricos e vegetalistas.
Aparentemente, os séculos da Baixa Idade Média e da Modernidade deixaram escassas marcas no monumento. Só no período barroco se noticia a renovação do altar, com colocação de um retábulo de talha dourada, de estilo nacional, seccionado por três arcos de volta perfeita. As obras de actualização estética continuaram na centúria seguinte, edificando-se o coro-alto e introduzindo-se os retábulos laterais.
No período áureo da intervenção patrimonial no nosso Românico (coincidente com a vigência do Estado Novo), a igreja foi objecto de um orçamento preliminar, mas não se chegou a consumar qualquer restauro. Este só se materializou na década de 80 do século XX, facto que motivou a preservação do património integrado / móvel da época moderna. Novas intervenções de conservação ocorreram na última década e o monumento faz parte integrante da Rota do Românico do Vale do Sousa, uma das escassas rotas turísticas medievais, de carácter temático-regional, do país.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 14 425, DG, I Série, n.º 228, de 15-10-1927 (ver Decreto)
Número do Processo
Entre-os-Rios
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional
ZEP
Parecer favorável do Conselho Consultivo do IGESPAR,I.P. de 12-12-2007 (a ZEP só entra em vigor após publicação no DR) Proposta de 23-10-2007 da DRCNorte
Afectação
12707538
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Porto / Penafiel / Eja
EN 108
Entre-os-Rios -
Polícia:
LATITUDE
41.083305
LONGITUDE
-8.29907
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1927
1927 (ver Decreto) A posição dominante do pequeno planalto onde se ergue a igreja ilustra a importância estratégica d...
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1981-82: 132; BARROCA, 1990-91: 118).O actual templo românico é posterior a tudo isto e data presumivelmente do sécul...
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