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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Convento da Graça

Arquitectura Religiosa / Convento

Designação
Designação Atual
Convento da Graça
Outras Designações
Antigo convento de Nossa Senhora da Graça / Convento de Nossa Senhora da Graça / Igreja Paroquial da Graça / Igreja de Santo André e Santa Marinha / Quartel da Graça (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Convento
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundado num dos morros da cidade, à época da Reconquista cristã, para frades eremitas calçados de Santo Agostinho, o Mosteiro da Graça sofreu profundas obras ao longo dos séculos, desde a campanha promovida a partir de 1556 pelo vigário-geral frei Luís de Montóia (de que resta o claustro), à que se seguiu à ruína provocada pelo terramoto de 1755, dirigida pelos arquitectos Caetano Tomás de Sousa e Manuel Caetano de Sousa, que lhe conferiu o actual carácter tardo-barroco, com planta cruciforme, nave de cinco tramos e altares de talha do final do Rococó. Estão classificados a Sacristia e as capelas intermédias da igreja, e o túmulo de D. Mendo de Foios.
A Sacristia abre (num átrio decorado com decoração azulejar dos séculos XVI, XVII e XVIII, de que se destacam os painéis com temática de "grotesco") com a notável portada barroca do tempo de D. Pedro II, atribuída a um dos arquitectos régios do tempo (Luís Nunes Tinoco ou João Antunes), com seus finos colunelos berniniescos em mármore rosa e frontão interrompido onde duas figuras de anjos sustentam o escudo de armas de D. Mendo de Fóios, secretário de Estado desse monarca, que dirigiu as obras. O espaço barroco da Sacristia alberga dois monumentais espaldares de mármore (num deles, o túmulo de Mendo de Fóios, com busto de fino lavor), o tecto alegórico por Pedro Alexandrino de Carvalho, ricos arcazes e azulejos rococó de temário mariano e algumas telas barrocas joaninas.
As capelas intermédias do corpo do templo, erguidas na campanha de Caetano Tomás de Sousa, com altares de entalhe rococó de colunas coríntias, integram uma série de boas esculturas setecentistas. Uma delas, a de Santa Rita de Cássia, esconde restos da primitiva capela do Arcanjo Rafael, com baixos-relevos da segunda metade do século XVI com cenas do Velho Testamento e com um tecto apainelado com seis pinturas alegóricas, atribuídas a Fernão Gomes e a Francisco Venegas, este último autor, também, da tábua maneirista representando Santa Maria Madalena penitente que se encontra hoje na sala abobadada de berço à esquerda da entrada do templo. SML
Diploma de Classificação
Decreto n.º 40 684, DG, I Série, n.º 146, de 13-07-1956 (esclareceu que a parte do Convento da Graça classificado em 1939 é apenas a não abrangida pela classificação de 1910) (ver Decreto)
Decreto n.º 29 604, DG, Série I, n.º 112, de 16-05-1939 (classificou a parte não incluída nos dois diplomas anteriores, mas por lapso referiu indevidamente um diploma de 1917 e não o de 1918) (ver Decreto)
Decreto n.º 5 046, DG, I Série, n.º 268, de 11-12-1918 (classificou a Sacristia e capelas intermédias da Igreja) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou o Túmulo de D. Mendo Foyos, na sacristia da Igreja) (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como MN - Monumento Nacional

ZEP Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente
Afectação 9914629
Localização
Lisboa / Lisboa / São Vicente
Largo da Graça
Lisboa -
Polícia:
LATITUDE
38.716988
LONGITUDE
-9.13087
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1556
1556 pelo vigário-geral frei Luís de Montóia (de que resta o claustro), à que se seguiu à ruína provocada pelo terram...
1755
1755, dirigida pelos arquitectos Caetano Tomás de Sousa e Manuel Caetano de Sousa, que lhe conferiu o actual carácter...
1910
1910) (ver Decreto) Decreto n.º 29 604, DG, Série I, n.º 112, de 16-05-1939 (classificou a parte não incluída nos doi...
1917
1917 e não o de 1918) (ver Decreto) Decreto n.º 5 046, DG, I Série, n.º 268, de 11-12-1918 (classificou a Sacristia e...
1918
1918) (ver Decreto) Decreto n.º 5 046, DG, I Série, n.º 268, de 11-12-1918 (classificou a Sacristia e capelas intermé...
1939
1939 é apenas a não abrangida pela classificação de 1910) (ver Decreto) Decreto n.º 29 604, DG, Série I, n.º 112, de ...
1956
1956 (esclareceu que a parte do Convento da Graça classificado em 1939 é apenas a não abrangida pela classificação de...
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
A Arquitectura do Ciclo Filipino SOROMENHO, Miguel Edição 2009 Vila Nova de Gaia
Joanni V Magnifico. A Pintura em Portugal ao Tempo de D. João V 1706-1750 SALDANHA, Nuno Edição 1994 Lisboa
O Azulejo em Portugal MECO, José Edição 1989 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
Santuário Mariano SANTA MARIA, Frei Agostinho de Edição 1933 Lisboa
Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V, (1º tomo) ALMEIDA, D. Fernando de Edição 1973 Lisboa
Lisboa e os arquitectos de D. João V : Manuel da Costa Negreiros no estudo sistemático do barroco joanino na região de Lisboa BERGER, Francisco José Gentil Edição 1994 Lisboa
Os azulejos do Convento da Graça de Lisboa SOUTO, António de Azevedo Meirelles Edição 1969 Lisboa
A Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Graça, de Lisboa RIBEIRO, Mário de Sampayo Edição 1939 Lisboa

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Villa Luz Pereira, originalmente Villas José de Oliveira
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