Definido um amplo largo no centro da vila, o chafariz pombalino de Arruda impõe-se, hoje, mais pelo seu aparato cenográfico que marca decisivamente a malha urbana, do que pelas razões utilitárias que, em 1789, estiveram na origem da sua edificação. Na verdade, o século XVIII dedicou especial atenção à questão do abastecimento da água às populações, sendo que as construções decorrentes desta preocupação, por parte da coroa, dos municípios ou dos nobres e eclesiásticos era, simultaneamente, uma forma de reforço do seu poder, ao qual não deixavam de associar a sua própria imagem, habitualmente através da exibição de brasões.
Assim, a pedra de armas de Portugal no coroamento do chafariz de Arruda dos Vinhos, denuncia uma mais que possível iniciativa ou colaboração régia na sua edificação.
O espaldar é seccionado por pilastras, encimadas por fogaréus assentes sobre bases piramidais. O remate contracurvado dos três panos converge, ao centro, no arco canopial que coroa e faz destacar o eixo do monumento. Este, é formado pela bacia e respectivas bicas, a que se segue um motivo vegetalista relevado ligando-se à pedra de armas, e terminando com a urna que remata o arco.
Acede-se à plataforma das bicas através de duas escadas nos extremos do chafariz, abrindo-se, entre elas, um amplo tanque rectangular, antecedido, no alçado frontal, por um conjunto de pilares. A água que o abastece jorra de uma bica que se liga directamente à bacia superior.
A sua construção, já do final do século XVIII, denota a influência pombalina na depuração das linhas, mas revela ainda o dinamismo barroco em determinados pormenores, como os fogaréus que rematam as pilastras.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Portaria n.º 1035/2005, DR, II Série, n.º 206, de 26-10-2005 (ver Portaria)
Edital de 8-10-1997 da CM de Arruda dos Vinhos
Despacho de autorização e classificação de 25-07-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 25-03-1997 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP do Chafariz de Arruda dos Vinhos
Edital de 13-02-1996 da CM de Arruda dos Vinhos
Despacho de abertura de 23-01-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 19-01-1996 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Em 2-01-1996 a CM de Arruda dos Vinhos enviou a documentação solicitada
Em 21-07-1989 foi solicitado à CM de Arruda dos Vinhos o envio de documentação complementar para a instrução do processo de classificação
Proposta de 26-06-1989 da CM de Arruda dos Vinhos para a classificação como MN do Chafariz dito pombalino de Arruda dos Vinhos
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
ZEP
n/a
Afectação
181501
Abrangido
em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra
Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Arruda dos Vinhos / Arruda dos Vinhos
Largo Miguel Bombarda
Arruda dos Vinhos -
Polícia:
LATITUDE
38.983369
LONGITUDE
-9.07768
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1035
1035/2005, DR, II Série, n.º 206, de 26-10-2005 (ver Portaria) Edital de 8-10-1997 da CM de Arruda dos Vinhos Despach...
1789
1789, estiveram na origem da sua edificação. N
1989
1989 foi solicitado à CM de Arruda dos Vinhos o envio de documentação complementar para a instrução do processo de cl...
1996
1996 da CM de Arruda dos Vinhos Despacho de abertura de 23-01-1996 do vice-presidente do IPPAR Proposta de 19-01-1996...
1997
1997 da CM de Arruda dos Vinhos Despacho de autorização e classificação de 25-07-1997 do Ministro da Cultura Parecer ...
2005
2005, DR, II Série, n.º 206, de 26-10-2005 (ver Portaria) Edital de 8-10-1997 da CM de Arruda dos Vinhos Despacho de ...
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Bibliografia
Título
Autor(es)
Tipo
Data
Local
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa
AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de
Quinta do Bulhaco (parte da primitiva quinta), incluindo a Casa Grande, os pátios, as dependências agrícolas, a azenha, a casa de fresco, o Casal do Pereiro, o sistema hidráulico e terrenos agrícolas e silvículas