A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja matriz de Arruda dos Vinhos e seu conteúdo - escultura, azulejos e pintura

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja matriz de Arruda dos Vinhos e seu conteúdo - escultura, azulejos e pintura
Outras Designações
Igreja de Nossa Senhora da Salvação, matriz de Arruda dos Vinhos / Igreja Paroquial de Arruda dos Vinhos / Igreja de Nossa Senhora da Salvação (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Arruda foi vila da Ordem de Santiago após as conquistas de Lisboa e Sintra, constituindo a parcela de território a Norte do Tejo detida por aquela instituição. Pelos finais do século XII, a localidade tinha castelo, facto que terá estado na origem do interesse dos Espatários, que assim passaram a controlar um importante acesso setentrional a Lisboa. Desconhece-se a data de construção da primitiva igreja, mas é de supor que tenha ocorrido nas primeiras décadas do século XIII, altura em que, do lado Sul do Tejo, os cavaleiros de Santiago desenvolviam os primeiros projectos de organização populacional e de rentabilização económica.
Desse edifício original, que não vem mencionado na Inquirição do Termo de Lisboa (doc. de c. 1220), apenas se sabe que albergava a importante irmandade de Nossa Senhora da Salvação, mas nenhum elemento material foi, até ao momento, identificado. Dele procede uma imagem quatrocentista de Nossa Senhora da Piedade, provavelmente a imagem tutelar do templo e alvo de grade devoção no final da Idade Média.
O conjunto que actualmente subsiste, curiosamente, data da época terminal de domínio da Ordem de Santiago sobre a vila de Arruda. Em 1551, o mestrado santiaguista passou para o domínio da coroa e a comenda da localidade foi transmitida ao duque de Aveiro, D. João de Lencastre. Alguns anos antes, D. Manuel havia estado na vila (ao que parece escapando a uma vaga de peste), sendo esse o momento apontado tradicionalmente como arranque do projecto da nova matriz, beneficiado pela devoção à Senhora da Salvação.
O templo é um típico monumento manuelino, de feição algo rude e revelador do sucesso de um anterior modelo paroquial, de origem duocentista e de influência mendicante. A opção por corpo de três naves seccionadas em cinco tramos e, especialmente, a fachada ad triangulum, com corpo central de dois registos (com portal e janela, sendo mais comum uma rosácea) e dois laterais mais baixos e dispostos obliquamente em relação àquele, são características que se encontram em inúmeras igrejas góticas de Norte a Sul do país, edificadas um pouco por toda a Baixa Idade Média e que passou, evidentemente, ao ciclo manuelino.
Mas se, planimetricamente, a igreja não apresenta quaisquer novidades (à excepção dos arcos formeiros, que são já de volta perfeita, por forma a aumentar a espacialidade interior, num crescente sentido unificador), o mesmo não se pode dizer da estética decorativa que, longe de qualquer eco passado, é plenamente manuelina. Neste contexto, o portal principal é o principal elemento, de perfil canopial, limitado lateralmente por pilastras que integram nichos com imagens e superiormente por cortina. No interior, as colunas que sustentam os arcos do corpo da igreja possuem anéis de decoração vegetalista, tipologia ornamental que se repete nos capitéis. Ao nível da cabeceira, apenas os absidíolos são ainda manuelinos, de secção quadrangular e cobertos por abóbadas estreladas, de grossas nervuras e bocetes decorados com motivos fitomórficos.
Nos séculos XVII e XVIII, o interior da igreja foi substancialmente transformado, actualizando-se esteticamente os principais elementos devocionais. O revestimento azulejar das paredes da nave data da viragem para o século XVIII, assim como o retábulo-mor, seccionado por colunas pseudo-salomónicas e com decoração à base de parras de videira. Em 1744 construiu-se o coro-alto, o que obrigou a alterações no primeiro tramo da estrutura, com substituição de capitéis e redução de colunas. Pela mesma altura revestiram-se as paredes da capela-mor com painéis de azulejos azuis e brancos.
A última grande fase de obras no conjunto teve lugar nas décadas de 50 e 60 do século XX, altura em que se restaurou grande parte da igreja. Os trabalhos iniciaram-se pelos aspectos estruturais, com especial cuidado para os telhados e pavimentos e continuaram com o restauro dos azulejos e demais elementos de património móvel e integrado.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12736827
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Lisboa / Arruda dos Vinhos / Arruda dos Vinhos
Largo do Adro
Arruda dos Vinhos -
Polícia:
LATITUDE
38.984155
LONGITUDE
-9.076417
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1220
1220), apenas se sabe que albergava a importante irmandade de Nossa Senhora da Salvação, mas nenhum elemento material...
1551
1551, o mestrado santiaguista passou para o domínio da coroa e a comenda da localidade foi transmitida ao duque de Av...
1744
1744 construiu-se o coro-alto, o que obrigou a alterações no primeiro tramo da estrutura, com substituição de capitéi...
1944
1944 (ver Decreto) Arruda foi vila da Ordem de Santiago após as conquistas de Lisboa e Sintra, constituindo a parcela...
35
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
A arquitectura manuelina DIAS, Pedro Edição 2009 Vila Nova de Gaia
As mais belas igrejas de Portugal, vol. II GIL, Júlio Edição 1988 Lisboa
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de Edição 1963 Lisboa
Arruda dos Vinhos. Das origens à restauração do concelho em 1898 ROGEIRO, Filipe Soares Edição 1997 Arruda dos Vinhos
A igreja matriz de Arruda dos Vinhos RIBEIRO, Armando Vitorino Edição 1955 Arruda dos Vinhos
Apontamentos sobre o Manuelino no Distrito de Lisboa BASTOS, Fernando Pereira Edição 1990 Lisboa

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Chafariz de Arruda dos Vinhos
Chafariz de Arruda dos Vinhos

Arruda dos Vinhos

Ver Ficha
Quinta do Bulhaco (parte da primitiva quinta), incluindo a Casa Grande, os pátios, as dependências agrícolas, a azenha, a casa de fresco, o Casal do Pereiro, o sistema hidráulico e terrenos agrícolas e silvículas
Quinta do Bulhaco (parte da primitiva quinta), incluindo a Casa Grande, os pátios, as dependências agrícolas, a azenha, a casa de fresco, o Casal do Pereiro, o sistema hidráulico e terrenos agrícolas e silvículas

Vila Franca de Xira

Ver Ficha
Igreja de Nossa Senhora da Purificação, paroquial de Cachoeiras
Igreja de Nossa Senhora da Purificação, paroquial de Cachoeiras

Vila Franca de Xira

Ver Ficha
Quinta de Santo António, incluindo o convento, igreja, pequena capela, tanque e muros azulejados
Quinta de Santo António, incluindo o convento, igreja, pequena capela, tanque e muros azulejados

Vila Franca de Xira

Ver Ficha