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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Ermida de São Sebastião

Arquitectura Religiosa / Ermida

Designação
Designação Atual
Ermida de São Sebastião
Outras Designações
Ermida de São Sebastião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Ermida
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Da ermida quinhentista original subsiste, apenas, o fecho de uma abóbada, integrado no alçado lateral da capela-mor. O templo que hoje observamos resulta de uma intervenção posterior, ocorrida, muito possivelmente, no século XVII, como indica a sua linguagem depurada própria da arquitectura chã, ou no início de Setecentos, como testemunha a campanha decorativa do interior, onde os painéis de azulejos azuis e brancos são datáveis de meados da década de 1740.
De volumes simples, com uma pequena diferenciação entre a capela-mor e a nave, a ermida de São Sebastião apresenta fachada aberta por um portal de verga recta, com cimalha, e janela também recta, de iluminação do coro.
A depuração das linhas exteriores mantém-no no interior, com nave de tecto de madeira, púlpito, e arco triunfal de volta perfeita, com impostas salientes. A campanha barroca de meados do século XVIII veio trazer uma outra dinâmica ao espaço, totalmente revestido por azulejos azuis e bancos que, com os seus brilhos e composições em perspectiva, transformam o espaço numa enorme máquina cenográfica.
Os painéis figurativos são divididos por outros azulejos com a representação de arquitecturas, que têm início do silhar com cartelas, evidenciando motivos ligados a São Sebastião, como setas, elementos bélicos, ou palmas de martírio. Os episódios ilustram diferentes passos da vida do santo mártir, a quem a capela é dedicada.
As composições cerâmicas integram os elementos arquitectónicos existentes, como o púlpito, envolto por uma moldura de concheados, ou o arco triunfal, que apresenta uma solução semelhante. Mais interessante e pouco comum na azulejaria nacional, é o revestimento da parede fundeira da capela-mor, que exibe uma espécie de dossel, cujos panejamentos são afastados por querubins, enquadrando o retábulo de talha, ao centro. Na vizinha capela de São Jacinto, no Souto, o modelo utilizado é muito próximo, tal como o desenho dos próprios painéis, e as datas disponíveis, o que levou alguns autores a atribuir os dois conjuntos ao mesmo pintor, Bartolomeu Antunes (MECO, 1985, p. 30). Todavia, estudos recentes vieram revelar que Antunes não era pintor, mas que a sua actividade "(...) deve ser entendida como a de um experiente gestor, sobre o qual recaía a responsabilidade geral da empreitada", articulando a encomenda com os pintores com quem habitualmente trabalhava (MANGUCCI, 2003, p. 140). Tal não invalida a existência de um conjunto de painéis semelhantes, muito embora fique em aberto, até novos dados, o nome do pintor que os executou, sabendo-se, desde já, que se encontrava ligado a Bartolomeu Antunes.
Os revestimentos cerâmicos destas duas capelas devem ser integrados num conjunto de obras relacionadas com a presença nas Caldas da Rainha de D. João V, entre 1742 e 1748, responsável pela dinamização directa ou indirecta de uma série de edifícios civis e religiosos.
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)
Edital N.º 13/82 de 28-12-1982 da CM das Caldas da Rainha
Aviso de 28-07-1982 da CM das Caldas da Rainha
Despacho de homologação de 5-02-1981 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 30-01-1981 da Comissão "ad hoc" do IPPC a propor a classificação como IIP
Em 11-12-1980 a CM das Caldas da Rainha concluiu o envio da documentação solicitada
Em 10-03-1970 foi solicitado à CM das Caldas da Rainha o envio de documentação para a instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 27-02-1970 da CM das Caldas da Rainha
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 12736827
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Leiria / Caldas da Rainha / Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
- a noroeste da Praça da República
Santo Onofre -
Polícia:
LATITUDE
39.404489
LONGITUDE
-9.132883
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1740
1740.
1742
1742 e 1748, responsável pela dinamização directa ou indirecta de uma série de edifícios civis e religiosos. (Ros
1748
1748, responsável pela dinamização directa ou indirecta de uma série de edifícios civis e religiosos. (Ros
1970
1970 foi solicitado à CM das Caldas da Rainha o envio de documentação para a instrução do processo de classificação P...
1980
1980 a CM das Caldas da Rainha concluiu o envio da documentação solicitada Em 10-03-1970 foi solicitado à CM das Cald...
1981
1981 do Secretário de Estado da Cultura Parecer de 30-01-1981 da Comissão "ad hoc" do IPPC a propor a classificação c...
1982
1982 da CM das Caldas da Rainha Aviso de 28-07-1982 da CM das Caldas da Rainha Despacho de homologação de 5-02-1981 d...
1984
1984 (ver Decreto) Edital N.º 13/82 de 28-12-1982 da CM das Caldas da Rainha Aviso de 28-07-1982 da CM das Caldas da ...
1985
1985, p.
2003
2003, p.
9
IMAGENS
6
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Introdução à História das Caldas da Rainha SERRA, João Edição 1991 Caldas da Rainha
"A estratégia de Bartolomeu Antunes mestre ladrilhador do Paço (1688-1753)", Al-madan, n.º 12, pp. 135-141. MANGUCCI, Celso Edição 2003 Almada
"Palácio da Mitra em Lisboa e os seus azulejos", Lisboa Revista Municipal, 2ª série, n.º 13 MECO, José Edição 1985 Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIII SIMÕES, J. M. dos Santos Edição 1979 Lisboa
"As artes nas Caldas da Rainha no século XVIII", Terra de Águas - Caldas da Rainha História e Cultura, p. 155169 HORTA, Cristina Ramos e Edição 1993 Caldas da Rainha
"Arquitectura caldense no século XVIII", Terra de Águas - Caldas da Rainha História e Cultura, p. 137-152 MANGORRINHA, Jorge Edição 1993 Caldas da Rainha

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