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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja da Misericórdia de Braga

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja da Misericórdia de Braga
Outras Designações
Edifício e Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Braga (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundada em 1513, a irmandade da Misericórdia de Braga teve permissão de D. Diogo de Sousa, arcebispo da cidade, para se instalar numa das capelas do claustro da Sé, designada então como Capela de Jesus da Misericórdia. No entanto, em meados da centúria o espaço de que a confraria dispunha tornou-se exíguo, pelo que em 1558 os irmãos decidiram edificar um templo de raiz, situado junto à Sé. A traça deste templo é atribuída ao arquitecto Manuel Luís, mestre do Porto autor da capela-mor da Misericórdia do Porto (RUÃO, Carlos, 1996, pp. 202-205). A edificação do templo terá sido iniciada cerca de 1560, tendo sido gravada a data "1562" no portal principal, indicando provavelmente a data em que se terminou a fachada.
Nos anos seguintes fizeram-se as primeiras obras de decoração do espaço interior, com a edificação de diversos retábulos patrocinados pelos irmãos que queriam fazer-se sepultar no interior do templo (CASTRO, Maria de Fátima, 2001, pp. 15-16). Os registos da Misericórdia de Braga indicam que em 1577 a irmandade contratou o pintor António Juzarte para fazer as pinturas integradas num retábulo lateral, situado no lado da Epístola, cuja talha foi elaborada pelos mestres Lucas Fernandes e Jácome Pires. Em 1590 o pintor bracarense Francisco Soares foi contratado para decorar a fresco o tecto do coro baixo, que devia ser pintado com "motivos de romano à maneira de brutesco" (SERRÃO, Vítor, 1999, p. 287).
Ao longo de todo o século XVII a irmandade custeou obras de decoração, remodelação, restauro e ampliação dos seus espaços. Em 1603 os pilares e retábulos da igreja eram consertados e dourados novamente, num trabalho feito por Paulo Soares, e no ano de 1624 Francisco Vaz, mestre pedreiro, e Francisco João, carpinteiro, eram contratados para edificarem a Casa do Despacho, segundo planta elaborada pelo padre Geraldo Álvares (CASTRO, Maria de Fátima, 2001). Alguns anos depois, em 1656, Gonçalo Pacheco e João de Oliveira executaram o tecto de caixotões que cobre a nave, e entre 1662 e 1664 eram colocados os painéis de azulejo no interior do templo.
No último quartel de Seiscentos foram executadas obras de maior envergadura no programa decorativo do templo. Em 1679 a Misericórdia contratou o escultor Belchior Fernandes para refazer os retábulos central, situado no altar de Nossa Senhora, e os colaterais, na mesma época em que o mestre de pedraria Manuel Carvalho terminava um retábulo de pedra, cujo risco havia sido feito anos antes por Frei José de Braga (Idem, ibidem, pp. 20-23). Ao longo do século XVIII foram feitas mais obras de melhoramento, como a execução de novos retábulos de talha, que substituíram os de Belchior Fernandes.
A igreja da Misericórdia de Braga é um templo longitudinal, de nave única formando com a Casa do Despacho um conjunto em L. No seu conjunto, apresenta duas linguagens muito distintes, a estrutura maneirista de gosto flamengo, e o programa decorativo barroco, quefoi sendo ao longo dos século XVII e XVIII.
O projecto do templo traçado por Manuel Luís demonstra um conhecimento dos modelos maneiristas mais eruditos, destacando-se a fachada principal de linguagem flamenguista, muito semelhante à do templo de São Domingos de Viana do Castelo, traçado por João Lopes o Moço na mesma época, e que serviriam de inspiração a posteriores obras edificadas no noroeste português, como o templo de São Gonçalo de Amarante, ou a Misericórdia de Guimarães.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005
Diploma de Classificação
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Localização
Braga / Braga / Braga (Maximinos, Sé e Cividade)
Rua D. Diogo de Sousa
Braga -
Polícia:
LATITUDE
41.550321
LONGITUDE
-8.426988
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1513
1513, a irmandade da Misericórdia de Braga teve permissão de D. D
1558
1558 os irmãos decidiram edificar um templo de raiz, situado junto à Sé. A
1560
1560, tendo sido gravada a data "1562" no portal principal, indicando provavelmente a data em que se terminou a fachada.
1562
1562" no portal principal, indicando provavelmente a data em que se terminou a fachada.
1577
1577 a irmandade contratou o pintor António Juzarte para fazer as pinturas integradas num retábulo lateral, situado n...
1590
1590 o pintor bracarense Francisco Soares foi contratado para decorar a fresco o tecto do coro baixo, que devia ser p...
1603
1603 os pilares e retábulos da igreja eram consertados e dourados novamente, num trabalho feito por Paulo Soares, e n...
1624
1624 Francisco Vaz, mestre pedreiro, e Francisco João, carpinteiro, eram contratados para edificarem a Casa do Despac...
1656
1656, Gonçalo Pacheco e João de Oliveira executaram o tecto de caixotões que cobre a nave, e entre 1662 e 1664 eram c...
1662
1662 e 1664 eram colocados os painéis de azulejo no interior do templo.
1664
1664 eram colocados os painéis de azulejo no interior do templo.
1679
1679 a Misericórdia contratou o escultor Belchior Fernandes para refazer os retábulos central, situado no altar de No...
1977
1977 (ver Decreto) Fundada em 1513, a irmandade da Misericórdia de Braga teve permissão de D. D
1996
1996, pp.
1999
1999, p.
2001
2001, pp.
2005
2005
12
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
"O desvario do ornamento de Brutesco na pintura de tectos do mundo português, 1580-1720", in Struggle for Synthesis, vol. I SERRÃO, Vítor Edição 1999 Lisboa
"Arquitectura: renascimento e classicismo", História da Arte Portuguesa, vol. II, 1995, pp. 303-375 MOREIRA, Rafael Edição 1995 Lisboa
Retábulos das Misericórdias Portuguesas LAMEIRA, Francisco Edição 2009 Faro
Arquitectura maneirista no Noroeste de Portugal RUÃO, Carlos Edição 1996 Coimbra
"Manuel Luis - um contributo para o estudo de um mestre pedreiro quinhentista", in Museu, nº 6 AFONSO, José Ferrão Edição 1997 Porto
A Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Braga CASTRO, Maria de Fátima Edição 2001 Braga
Da Casa Grande da Rua dos Pelames à Casa Nova da Rua de Dom Gualdim PEREIRA, Ana Maria de Sousa Edição 2000 Braga

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Sé de Braga, compreendendo os túmulos, designadamente os do Conde D. Henrique e D. Teresa, do Infante D. Afonso e do arcebispo D. Gonçalo Pereira
Sé de Braga, compreendendo os túmulos, designadamente os do Conde D. Henrique e D. Teresa, do Infante D. Afonso e do arcebispo D. Gonçalo Pereira

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Túmulo do Arcebispo D. Diogo de Sousa
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Casa das Paivas ou Casa da Roda
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