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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Pelourinho de Silves

Arquitectura Civil / Pelourinho

Designação
Designação Atual
Pelourinho de Silves
Outras Designações
Pelourinho de Silves (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Pelourinho
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A antiga capital do domínio islâmico algarvio foi conquistada duas vezes por tropas portuguesas. A primeira, em 1189, sob o comando de D. Sancho I, permitiu um controle efémero, mas a segunda, na década de 40 do século XIII, estando a condução da operação a cargo de D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago, favoreceu um domínio longo e duradouro. Nos primeiros tempos da nova ordem portuguesa, o estatuto de Silves não sofreu alterações, mantendo-se como capital do Algarve e, tão ou mais importante, como sede da diocese algarvia. Agraciada com foral em 1266, por D. Afonso III, os seus "mouros" foram objecto de legislação régia três anos depois, à semelhança do que havia acontecido com os "mouros forros" de Lisboa, Almada e Palmela.
No caminho para a Modernidade, Silves perdeu fulgor, em benefício das localidades costeiras, primeiro Lagos e depois, e definitivamente, Faro. No entanto, ainda na sua Sé se sepultou D. João II, falecido em Alvor e só mais tarde trasladado para o Mosteiro da Batalha. No reinado de D. Manuel, o monarca passou novo foral à cidade (1505) e deve datar desse momento a construção de um primitivo pelourinho.
O que chegou até aos nossos dias em estado deplorável, todavia, não data dos primeiros anos do século XVI, mas sim do reinado de D. Maria I, momento em que a autoridades da cidade resolveram actualizar esteticamente um dos seus mais preciosos símbolos.
Ao que tudo indica, o monumento que simbolizava a municipalidade de Silves e a sua independência face a outras terras vizinhas, localizava-se na Praça do Município, intra-muros e onde ainda existe a sua memória no topónimo "Rua do Pelourinho". Em 1878, aquando do asfaltamento da via que ligava a cidade a São Bartolomeu de Messines, a Câmara Municipal decidiu removê-lo desse local, por obstruir tão importante obra, e o monumento foi desmantelado e disperso por vários locais. Uma das partes, o seu coroamento, esteve, durante largos anos, embutido num muro privado. Pouco depois dessa destruição, a dinâmica gerada em torno do Museu Infante D. Henrique, em Lagos, esteve prestes a reunir todo o antigo pelourinho e a transportá-lo para o museu, mas tal intento não chegou a ser concretizado.
Alguns anos depois, a mesma autarquia que havia deliberado para a sua remoção, decidiu remontá-lo. No entanto, já não foi possível identificar todas as partes constituintes e, assim, apenas a coroa se pode assumir como original. Esta é decorada com uma série de flores-de-lis e toda a estrutura pretende copiar o primitivo monumento, que foi ainda descrito por Júdice Mascarenhas em 1911. Por esta informação, que é muito próxima da própria destruição do conjunto, sabemos que o pelourinho se apoiava num pedestal quadrangular de três degraus e era constituído por fuste quadrado de aproximadamente 2,5 metros de altura. Seguia-se o capitel, onde se apoiavam quatro ferros em forma de cruzeta e, finalmente, o coroamento, com coroa real e uma pequena terminação em ferro.
PAF
Diploma de Classificação
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 9914629
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Faro / Silves / Silves
Rua do Pelourinho
Silves -
Polícia:
LATITUDE
37.188719
LONGITUDE
-8.43958
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1189
1189, sob o comando de D.
1266
1266, por D.
1505
1505) e deve datar desse momento a construção de um primitivo pelourinho.O que chegou até aos nossos dias em estado d...
1878
1878, aquando do asfaltamento da via que ligava a cidade a São Bartolomeu de Messines, a Câmara Municipal decidiu rem...
1911
1911.
1933
1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA A antiga capital do domínio islâmico algarvio foi conquistada d...
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Silves. Guia turístico da cidade e do concelho DOMINGUES, José Domingos Garcia Edição 2002 Silves
Silves. Guia turístico DOMINGUES, José Domingos Garcia Edição 1958 Silves
Corografia ou memoria economica, estadistica, e topografica do reino do Algarve LOPES, João Baptista da Silva Edição 1841 Lisboa
Atravez de Silves (1ª parte) JÚDICE, Pedro Edição 1911 Silves

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