A carregar dados...

Logótipo MCJD PCI
Logótipo MCJD PCI

Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Capela da Misericórdia de Montemor-o-Velho

Arquitectura Religiosa / Capela

Designação
Designação Atual
Capela da Misericórdia de Montemor-o-Velho
Outras Designações
Capela da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Velho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Capela
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Fundada no ano de 1498 por iniciativa da Rainha D. Leonor, a Misericórdia de Lisboa pretendia dar assistência a "pobres e desamparados", numa época em que a caridade era uma das virtudes cristãs mais observadas no tecido social europeu. O exemplo da irmandade fundada pela rainha na capital foi prontamente seguido em várias localidades do reino, nomeadamente em Montemor-o-Velho, onde um grupo de homens-bons terá instituído a Misericórdia ainda nesse ano de 1498 (GRAÇA, L., GRAÇA, J., 2002).
A existência da Misericórdia seria confirmada em 1546 por D. João III, que através da promulgação de dois alvarás mandava "novamente se ordenar e fazer a confraria da Misericordia". Logo depois, os irmãos davam início à edificação da capela da irmandade, estando a obra terminada em 1555 (MATOS, João C., 1977, p. 40).
Embora a Misericórdia de Montemor-o-Velho tenha sido objecto de algumas intervenções ao nível da estrutura no primeiro quartel do século XVIII, mantém predominantemente o modelo maneirista, sobretudo no que respeita ao programa decorativo. O templo foi construído segundo o modelo-padrão das igrejas de Misericórdia edificadas a partir da segunda metade do século XVI, composta por nave única e capela-mor que se desenvolvem em planimetria longitudinal.
O edifício apresenta uma fachada simples terminada em empena, com portal de volta perfeita ao centro, ladeado por pilastras jónicas, encimado por um entablamento onde foi inserido um escudo nacional de talhe setecentista. Este conjunto é encimado por um nicho decorado com motivos de grotesco que alberga um relevo com a representação da Mater Omnium , atribuído a João de Ruão (BORGES, Nelson C., 1980), encimado por um frontão triangular com a figura do Padre Eterno. Lateralmente foram rasgadas duas janelas. Junto à fachada lateral direita foram edificadas a sacristia e a casa de despacho da irmandade, construída no século XVII.
O interior apresenta-se como um espaço único com coro-alto, púlpito colocado do lado do Evangelho, e tribuna dos mesários, com colunas jónicas, edificada no espaço fronteiro nos últimos anos do século XVII. Os panos murários são revestidos com silhar de azulejos enxaquetados azuis e brancos de modelo maneirista. No programa decorativo da igreja destacam-se os retábulo em pedra de Ançã, originários da designada Escola Coimbrã. Os retábulos colaterais têm como tema a Deposição no túmulo , do lado da Epístola, e Cristo no horto , no lado oposto.
O retábulo-mor policromado assenta sobre uma mesa de altar onde foram esculpidas as figuras da Deposição no túmulo , dividindo-se em dois registo, com relevos dedicados à Vida da Virgem. No registo inferior apresentam-se a Anunciação , a Visitação ao centro, e a Natividade . No registo superior foram esculpidas a Mater Omnium , na edícula central, ladeada pela Circuncisão e a Adoração dos Reis Magos .
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/ 22 de Setembro de 2005
Diploma de Classificação
Decreto n.º 37 728, DG, I Série, n.º 4, de 5-01-1950 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Classificado
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

ZEP n/a
Afectação 22051577
Abrangido em ZEP ou ZP
Sem registos associados
Outra Classificação
Sem registos associados
Localização
Coimbra / Montemor-o-Velho / Montemor-o-Velho e Gatões
Avenida José de Nápoles
Montemor-o-Velho -
Polícia:
LATITUDE
40.17262
LONGITUDE
-8.683684
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1498
1498 por iniciativa da Rainha D.
1546
1546 por D.
1555
1555 (MATOS, João C., 1977, p.
1950
1950 (ver Decreto) Fundada no ano de 1498 por iniciativa da Rainha D.
1977
1977, p.
1980
1980), encimado por um frontão triangular com a figura do Padre Eterno.
2002
2002).
2005
2005
3
IMAGENS
7
BIBLIOGRAFIAS
PCIP Logo
Acesso Móvel
QR Code

Aponte a câmara do telemóvel para aceder a esta ficha no imediato.

Partilhar Património

Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I DIAS, Pedro Edição 2002 Lisboa
João de Ruão, escultor da renascença coimbrã BORGES, Nelson Correia Edição 1980 Coimbra
Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém SEQUEIRA, Gustavo de Matos Edição 2000 Lisboa
História das Misericórdias Portuguesas - Parte I GRAÇA, Joana, GRAÇA, Luís Edição 2002
Retábulos das Misericórdias Portuguesas LAMEIRA, Francisco Edição 2009 Faro
Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal COSTA, Pe. António Carvalho da Edição 1712 Lisboa
Montemor-o-Velho. Sua História. Sua Arte MATOS, João da Cunha Edição 1977 Coimbra

Galeria de Imagens

Visualização Geográfica

Imóveis nas Proximidades

Exploração Geográfica
Igreja de São Martinho
Igreja de São Martinho

Montemor-o-Velho

Ver Ficha
Castelo de Montemor-o-Velho, compreendendo a igreja anexa
Castelo de Montemor-o-Velho, compreendendo a igreja anexa

Montemor-o-Velho

Ver Ficha
Teatro Ester de Carvalho (antigo Teatro Infante D. Manuel)
Teatro Ester de Carvalho (antigo Teatro Infante D. Manuel)

Montemor-o-Velho

Ver Ficha
Solar dos Alarcões
Solar dos Alarcões

Montemor-o-Velho

Ver Ficha