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Ulysses

Património Cultural, I.P.

Detalhes do Imóvel

Informação completa e documentação histórica.

Igreja e Oratórios de Nossa Senhora da Consolação

Arquitectura Religiosa / Igreja

Designação
Designação Atual
Igreja e Oratórios de Nossa Senhora da Consolação
Outras Designações
Igreja de São Gualter (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Tipologia
Igreja
Itinerário Temático
N/A
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Antes da actual igreja, existia, no Campo da Feira, uma capela de dimensões reduzidas, mandada edificar em 1594, e que dispunha de confraria fechada (OLIVEIRA, 2003, p. 15). Esta confraria seria responsável, mais tarde, pela reestruturação do templo. Contudo, a falta de recursos levou a que durante muitos anos as obras estivessem paradas, até que em 1767 a Mesa decidiu avançar para uma solução definitiva, seleccionando um arquitecto e encomendando-lhe o risco do novo edifício (OLIVEIRA, 2003, pp. 24-29).
Iniciada em 1769, data em que as plantas chegaram a Guimarães, a igreja de Nossa Senhora da Consolação deverá ser a última obra concebida por André Soares (1720-1769), o artista bracarense que, no Norte do país, "(...) levou mais longe as potencialidades do barroco e melhor interpretou as possibilidades e limites de um rococó de expressão católica" (PEREIRA, 1989, p. 457).
Nesta obra vimaranense, André Soares revela o caminho que seguiu desde o risco da Casa da Câmara de Braga, privilegiando uma maior depuração arquitectónica e decorativa, em detrimento do gosto rocaille que marcou outras obras suas, como a Capela de Santa Maria Madalena da Falperra.
Em termos planimétricos, a igreja é rectangular, com nave única de ângulos côncavos, e fachada principal ondulada. Contudo, esta acaba por ter pouco impacto ao nível da espacialidade interna, uma vez que a divisão entre vestíbulo e nave é bem acentuada (PAIS DA SILVA, 1993, p. 126).
Ao conceber uma fachada convexa, o arquitecto fez projectar a secção central da mesma onde, na esteira de outras obras da sua autoria, concentrou os elementos decorativos em torno de um eixo vertical formado pelo portal, janela de sacada, e frontão. Consequentemente, as janelas do coro encontram-se recuadas e oblíquas em relação ao eixo do edifício.
As torres laterais, mais recuadas, foram erguidas na década de 1860, pelo arquitecto portuense Pedro Ferreira. Estas não estavam previstas nos desenhos de André Soares e, de acordo com algumas gravuras do século XIX (entre as quais uma litografia de George Vivian), o aspecto inicial da fachada da igreja era mais desafogado, fazendo sobressair a secção central e aumentando o efeito cénico de dinamismo, provocado pela ondulação do pano murário (SMITH, 1973, p. 39). As torres, desproporcionadas em relação ao conjunto, eliminaram a unidade da fachada (OLIVEIRA, 2003, p. 29).
Esta teatralidade era ainda acentuada pela zona envolvente, principalmente através da ponte que se desenvolve no eixo da igreja. As esculturas de granito que a decoravam, foram posteriormente transferidas para a fachada da igreja (PIMENTEL 1989, p. 187), sendo o seu frontispício revestido por azulejos.
A actual escada remonta, igualmente, aos meados do século XIX, com as balaustradas e esculturas de forte efeito cenográfico.
No interior, destaca-se o retábulo e tribuna, da autoria do mestre entalhador José António da Cunha. A morte precoce de André Soares terá impedido que este desenhasse também o interior, embora o plano seguido pareça ter respeitado o projecto do arquitecto (OLIVEIRA, 2003, p. 29).
Esta igreja aproxima-se ainda do modelo utilizado por André Soares na igreja da Lapa de Arcos de Valdevez, quer a nível da fachada, quer ainda ao nível da planta. Curiosamente, evoca também outros edifícios brasileiros, principalmente a igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Ouro Preto, em Minas Gerais, com planta de ângulos convexos e fachada de motivos semelhantes aos utilizados por Soares (SMITH, 1973, p. 40).
(Rosário Carvalho)
Diploma de Classificação
Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)
Número do Processo
Não disponível
Proteção
Localização
Braga / Guimarães / Oliveira, São Paio e São Sebastião
Avenida da República do Brasil
Guimarães -
Polícia:
LATITUDE
41.441364
LONGITUDE
-8.290306
Cronos - Linha do Tempo
Interativo
1594
1594, e que dispunha de confraria fechada (OLIVEIRA, 2003, p.
1720
1720-1769), o artista bracarense que, no Norte do país, "(...) levou mais longe as potencialidades do barroco e melho...
1767
1767 a Mesa decidiu avançar para uma solução definitiva, seleccionando um arquitecto e encomendando-lhe o risco do no...
1769
1769, data em que as plantas chegaram a Guimarães, a igreja de Nossa Senhora da Consolação deverá ser a última obra c...
1860
1860, pelo arquitecto portuense Pedro Ferreira.
1973
1973, p.
1989
1989, p.
1993
1993 (ver Decreto) Antes da actual igreja, existia, no Campo da Feira, uma capela de dimensões reduzidas, mandada edi...
2003
2003, p.
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IMAGENS
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BIBLIOGRAFIAS
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Bibliografia

Título Autor(es) Tipo Data Local
O Barroco SERRÃO, Vítor Edição 2003 Lisboa
"SOARES, André", Dicionário da Arte Barroca em Portugal PEREIRA, José Fernandes Edição 1989 Lisboa
"Os alvores do rococó em Guimarães", Os alvores do rococó em Guimarães e outros estudos sobre o barroco e o rococó no Minho OLIVEIRA, Eduardo Pires de Edição 2003 Braga
Guimarães apontamentos para a sua história CALDAS, Pe. António José Ferreira Edição 1996 Guimarães
"Guimarães", Dicionário da Arte Barroca em Portugal GANDRA, Manuel Joaquim Edição 1989 Lisboa
Guimarães - roteiro turístico FONTE, Barroso da Edição 1995 Guimarães
"Três artistas de Braga (1735-1775)", Bracara Augusta (Actas do Congresso a Arte em Portugal no século XVIII) SMITH, Robert C. Edição 1973 Braga
André Soares, arquitecto do Minho SMITH, Robert C. Edição 1973 Lisboa
"A Casa da Câmara de Braga (1753-1756)", Bracara Augusta SMITH, Robert C. Edição 1968 Braga

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Abside, absidíolos e sacristia do século XVIII da igreja, e claustro e edifício barroco da Ordem terceira do Convento de São Francisco, incluindo os frescos
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Cruzeiro fronteiro ao adro da Igreja de São Francisco
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Igreja do Convento das Capuchinhas ou da Madre de Deus
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Prédio na Rua Egas Moniz, 113
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